O mercado internacional de lácteos voltou a mostrar sinais de aquecimento.
Na segunda licitação de julho do Global Dairy Trade (GDT), o preço médio do leite em pó integral subiu 1,6%, chegando a US$ 3.486 por tonelada, enquanto o índice geral de preços avançou 1,5%. O volume negociado somou 26.889 toneladas, 2,2% acima do leilão anterior.
O leite em pó desnatado também fechou em alta, com aumento de 2,8% e preço médio de US$ 3.234 por tonelada. Entre os demais produtos negociados, o soro de manteiga em pó liderou as valorizações, com salto de 10,5%, seguido pela lactose (+2%), a gordura butírica anidra (+1,1%) e o queijo mozarela (+1,3%). Já a manteiga recuou 0,6% e o queijo cheddar registrou a maior queda do leilão, de 6,5%.
Esse movimento de preços ocorre em um momento delicado para um dos principais compradores de lácteos da região: a Argélia. Entre janeiro e maio de 2026, o país norte-africano reduziu suas importações em relação ao mesmo período do ano anterior, com quedas de 12% no leite em pó desnatado e de 39% nas compras de queijos.
Ainda assim, essa retração argelina não abalou a posição do Uruguai no mercado.
O país segue como o principal fornecedor de leite em pó integral para a Argélia e ocupa o terceiro lugar entre os fornecedores de manteiga, mantendo espaço em um destino considerado estratégico para a cadeia láctea uruguaia — e que, pelo peso da Argélia no comércio internacional de lácteos, também interessa de perto ao setor lácteo brasileiro, atento a qualquer sinal que possa influenciar preços e a disputa por mercados compradores.
Enquanto isso, no plano institucional, o Instituto Nacional de la Leche (Inale), do Uruguai, lançou na sexta-feira, 24 de julho, a marca Quesería Artesanal Certificada. A iniciativa foi criada para identificar e diferenciar estabelecimentos que produzem queijos seguindo critérios técnicos, processos responsáveis e uma visão integral da produção.
Segundo a instituição, o objetivo é fortalecer a permanência, o desenvolvimento sustentável e a inserção comercial da queijaria artesanal uruguaia, além de criar um espaço de troca entre produtores, instituições e referências do setor.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por El País






