A reativação da planta da La Suipachense, na cidade de Suipacha, na província de Buenos Aires, marca o retorno de atividade a um importante ativo industrial da cadeia láctea regional após nove meses de paralisação.
O acordo anunciado permitirá a retomada gradual da produção e o retorno inicial de parte dos trabalhadores afetados pelo encerramento das operações da empresa.
A confirmação foi realizada durante uma reunião no acampamento mantido por funcionários em frente à unidade industrial desde o fechamento da planta. Segundo informações divulgadas por autoridades locais e representantes sindicais, a estrutura produtiva voltará a operar nos próximos meses por meio de um contrato de aluguel firmado com uma empresa que assumirá a gestão operacional da unidade.
Nesta primeira etapa, a expectativa é de que entre 25 e 30 trabalhadores retornem às atividades. Embora o número esteja distante dos 140 empregos afetados pela paralisação, a retomada representa o restabelecimento de parte da capacidade produtiva de uma indústria que durante anos ocupou posição relevante na bacia leiteira da província de Buenos Aires.
A volta da operação encerra um período de forte incerteza para os trabalhadores e para a economia local. Nos meses que antecederam o fechamento, a empresa enfrentou um intenso conflito trabalhista, reduziu drasticamente o processamento de leite e acumulou dificuldades operacionais que culminaram na interrupção das atividades.
O processo ganhou dimensão definitiva no início de novembro de 2025, quando o Juizado Civil e Comercial Nº 7 de Mercedes decretou a falência da Lácteos Conosur S.A., razão social da tradicional empresa. A decisão judicial determinou o encerramento das atividades da planta de Suipacha, além de uma série de medidas relacionadas à administração e aos ativos da companhia.
A solução encontrada para devolver atividade à unidade surgiu dentro do próprio processo judicial. Inicialmente, três interessados apresentaram propostas para explorar a planta. As negociações avançaram com uma das empresas participantes, que passará a operar a estrutura sob a modalidade de aluguel.
O modelo permite que a capacidade industrial instalada volte a ser utilizada sem depender da recuperação da empresa que entrou em falência. Dessa forma, a planta preserva sua função produtiva e volta a integrar a dinâmica da cadeia láctea regional por meio de um novo operador.
Apesar do anúncio, a retomada efetiva da produção ainda depende do cumprimento de etapas administrativas e técnicas. A empresa responsável pela operação deverá obter as habilitações exigidas pelos órgãos de controle e executar trabalhos de adequação da planta para atender aos padrões de qualidade alimentar exigidos para o processamento industrial.
Com isso, a reativação ocorrerá de forma gradual. Ainda assim, o acordo representa um avanço concreto para a recuperação da atividade industrial em Suipacha, devolvendo perspectiva de emprego e recolocando em funcionamento uma estrutura que permaneceu inativa durante meses após um dos episódios mais críticos de sua história.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por iP






