Nem toda muçarela vendida nas prateleiras do supermercado é, de fato, queijo.
É o que alerta o nutricionista Pedro Muniz, que analisou rótulos de diferentes marcas e chegou a um ranking capaz de mudar a forma como o consumidor escolhe esse produto no dia a dia.
Segundo o especialista, existem critérios simples para reconhecer a muçarela verdadeira. O sabor precisa ser marcante, e a textura deve apresentar “aquele puxa puxa tão característico” ao derreter. Já as versões que fogem da receita tradicional se comportam de forma diferente: derretem e ficam molengas, além de trazerem listas de ingredientes bem mais extensas, com maior quantidade de aditivos.
Foi justamente esse tipo de análise de rótulo que levou Pedro Muniz a montar seu ranking, divulgado em suas redes sociais. No topo da lista está a Tirolez, destacada por utilizar apenas os ingredientes considerados essenciais para a fabricação do queijo: leite, fermento lácteo, sal e coagulante. Sem excessos na fórmula, a marca ficou em primeiro lugar entre as analisadas.
Completam o pódio a Santa Clara, na segunda posição, e a Aviação, em terceiro lugar. De acordo com o nutricionista, essas opções preservam uma formulação mais simples, sem o excesso de componentes usados para alterar textura, sabor ou conservação do produto — diferencial que as separa das demais marcas avaliadas.
Na outra ponta do ranking, porém, o alerta é mais direto. A Qualitá ocupou a última posição por não se enquadrar sequer na categoria de muçarela tradicional: trata-se, segundo a classificação usada por Muniz, de um “preparado alimentício sabor muçarela”. Na avaliação do especialista, o produto “tem cara de queijo, gosto de queijo, mas não é queijo”.
Pouco acima na lista negativa aparece a Polenghi, classificada pelo nutricionista como um queijo processado sabor muçarela — outra categoria que, mesmo com aparência semelhante à do produto tradicional, não corresponde à receita original.
Ao todo, o especialista levantou as dez melhores e as dez piores marcas de muçarela disponíveis no mercado, reforçando que a leitura do rótulo continua sendo a ferramenta mais confiável para diferenciar o queijo de verdade das versões industrializadas que apenas imitam sua aparência.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Terra






