As exportações lácteas do Uruguai ganharam força em maio, mas um dos sinais mais relevantes para a cadeia láctea regional veio do comportamento do mercado brasileiro.
Além de ampliar suas compras em 50% em relação ao mesmo mês de 2025, o Brasil figurou entre os destinos que pagaram os maiores valores pelo leite em pó integral uruguaio.
O país foi o principal comprador de lácteos uruguaios no mês, com aquisições de US$ 31 milhões e participação de 36% sobre o total exportado. O desempenho contribuiu de forma decisiva para que as exportações do setor alcançassem US$ 85 milhões em maio, resultado 29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
O destaque não esteve apenas no volume. O valor médio pago pelo Brasil pelo leite em pó integral ficou próximo de US$ 3.830 por tonelada, acima dos cerca de US$ 3.590 por tonelada registrados nas vendas para a Argélia, segundo principal destino dos lácteos uruguaios no mês.
A combinação entre maior demanda e preços mais elevados fortaleceu a posição do mercado brasileiro em um momento de recuperação dos indicadores de exportação. Depois de atingir US$ 3.550 por tonelada em abril, o valor médio das exportações lácteas uruguaias avançou para US$ 3.710 por tonelada em maio.
A Argélia manteve papel estratégico para o setor, com importações de US$ 28 milhões e participação de 33% nas vendas externas do mês. Juntos, Brasil e Argélia concentraram aproximadamente 70% das exportações lácteas uruguaias em maio, evidenciando a relevância desses dois mercados para o desempenho comercial do país.
Ao mesmo tempo, a presença de destinos como Nigéria, Arábia Saudita e Mauritânia reforçou a diversificação geográfica das vendas externas. A África respondeu por 43% das exportações lácteas uruguaias do mês e registrou crescimento interanual de 26%.
No acumulado de janeiro a maio, as exportações lácteas do Uruguai totalizaram US$ 346 milhões. A Argélia liderou o ranking anual com compras de US$ 110 milhões e participação de 32%, seguida de perto pelo Brasil, com US$ 104 milhões e participação de 30%.
Os números de maio mostram que o mercado brasileiro não apenas ampliou sua presença entre os compradores de lácteos uruguaios, mas também se destacou pela remuneração oferecida ao principal produto exportado pelo país, reforçando seu peso na dinâmica comercial do setor.
*Produzido pela eDairyNews Br, com informações publicadas por EDairyNews Es






