ESPMEXENGBRAIND
5 jun 2026
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🚜 Enquanto a rentabilidade recua para parte dos produtores, o Top 100 registra crescimento da produção e planos ambiciosos de expansão.
📊 A produção cresce, o mapa do leite se movimenta e os maiores produtores seguem apostando em aumento de volume.
📊 A produção cresce, o mapa do leite se movimenta e os maiores produtores seguem apostando em aumento de volume.

O levantamento Top 100 2026 mostra que os maiores produtores de leite do Brasil seguem ampliando escala e planejando novos investimentos, mesmo diante de um cenário em que a percepção de rentabilidade se deteriorou para parte relevante das fazendas.

O contraste ajuda a explicar a direção tomada pelos líderes do setor: produzir mais, ganhar eficiência e continuar crescendo.

Os números do ranking revelam uma atividade em transformação. Em 2025, os 100 maiores produtores comercializaram 1,29 bilhão de litros de leite, volume 8% superior ao registrado no levantamento anterior. A produção média das propriedades também avançou, alcançando 35.392 litros por dia, crescimento de 8,7%.

A busca por escala atingiu ainda um marco inédito. Pela primeira vez desde a criação do levantamento, as duas fazendas que ocupam o topo do ranking superaram a média anual de 100 mil litros de leite comercializados por dia.

O resultado veio acompanhado de uma mudança histórica na liderança. A Fazenda São José, de Tapiratiba (SP), assumiu a primeira colocação, encerrando uma sequência de 12 anos em que a Fazenda Colorado, de Araras (SP), liderou o ranking.

O avanço dos maiores produtores também aparece quando os números atuais são comparados aos do primeiro levantamento, realizado em 2001. Desde então, a produção das propriedades presentes no ranking cresceu 444%, evidenciando um movimento contínuo de profissionalização e aumento de produtividade.

O mapa da produção também apresenta mudanças relevantes. Minas Gerais segue concentrando o maior número de fazendas do Top 100, com 39 propriedades, enquanto o Paraná aparece em segundo lugar, com 23, e São Paulo em terceiro, com 12.

Entre os municípios, Carambeí (PR) retomou a liderança nacional em número de propriedades presentes no ranking, ultrapassando a vizinha Castro (PR). Juntas, as fazendas de Carambeí responderam por 9% de todo o volume produzido pelos integrantes do Top 100.

Embora o Sudeste continue concentrando mais da metade do volume total do levantamento, o Centro-Oeste foi a região que mais avançou em termos percentuais, registrando crescimento de 16% em relação ao ano anterior.

O ranking também mostra a consolidação de determinados modelos produtivos. Em 2025, 85 das 100 propriedades operavam em confinamento total, número superior às 70 registradas em 2020. A raça holandesa permanece dominante, presente em 82% das fazendas listadas.

No campo econômico, os resultados revelam um cenário mais complexo. O custo médio de produção foi de R$ 2,31 por litro, enquanto as grandes fazendas receberam, em média, R$ 2,77 por litro. Ainda assim, 48% dos produtores afirmaram que a rentabilidade piorou em 2025 na comparação com o ano anterior.

Mesmo diante dessa percepção, o apetite por crescimento permanece elevado. Nada menos que 91% das propriedades pretendem expandir suas operações nos próximos três anos. Dentro desse grupo, 19% projetam aumentar a produção em mais de 50%.

Os dados do Top 100 indicam que a estratégia predominante entre os maiores produtores brasileiros continua sendo a ampliação de escala. Em um ambiente de margens mais pressionadas, o crescimento segue sendo visto como um dos principais caminhos para sustentar competitividade e fortalecer a posição no mercado.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Canal Rural

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