O cooperativismo agropecuário em Minas Gerais ampliou sua relevância econômica em 2025 e consolidou-se como um dos principais motores de crescimento do setor no estado.
Mesmo em um ambiente marcado por juros elevados, instabilidade financeira e desafios climáticos, as cooperativas avançaram em ritmo muito superior ao da economia mineira, reforçando sua presença em áreas estratégicas do agronegócio e dos serviços financeiros.
Segundo dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, as cooperativas movimentaram R$ 184 bilhões no período, com crescimento de 16,6% sobre o ano anterior. O resultado elevou a participação do cooperativismo para 15,9% do PIB de Minas Gerais, reunindo 788 cooperativas, 4,2 milhões de cooperados e 64,1 mil empregados diretos.
Dentro desse conjunto, o ramo agropecuário teve papel decisivo. As cooperativas ligadas ao agro movimentaram R$ 66,8 bilhões em 2025, avanço de 26,7% em relação ao ano anterior. Mais da metade de todo o crescimento econômico registrado pelo cooperativismo mineiro veio desse segmento.
A importância do setor também se reflete em sua presença institucional. As cooperativas agropecuárias representam um quarto das organizações cooperativas do estado, reunindo 228,8 mil cooperados e gerando 21,3 mil empregos diretos. Em cinco anos, a movimentação econômica do segmento passou de R$ 36 bilhões para R$ 66,8 bilhões.
O avanço não ocorreu apenas na produção agropecuária. As cooperativas de crédito também ampliaram sua atuação e reforçaram seu papel como fonte de financiamento para o campo. O ramo movimentou R$ 93,4 bilhões em 2025, crescimento de 12,3% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram repassados R$ 14,4 bilhões em crédito rural para pequenos e médios produtores mineiros.
A expansão da rede financeira cooperativa também ganhou dimensão territorial. As cooperativas de crédito já estão presentes em 84,4% dos municípios mineiros e constituem a única instituição financeira com atendimento físico em 84 cidades do estado.
O crescimento do sistema cooperativo foi acompanhado pela geração de empregos. Em 2025, as cooperativas mineiras criaram quase 2,8 mil novas vagas, enquanto a remuneração média alcançou R$ 4.059,97, acima da média do setor privado estadual.
Para a cadeia láctea, os números mostram um contexto de fortalecimento das estruturas cooperativas que atuam na produção e no financiamento do agronegócio mineiro. As cooperativas responderam por 18,3% da produção de leite do estado e por 5,1% da produção nacional em 2025. Embora o leite represente apenas uma das atividades presentes no sistema cooperativista, sua participação ocorre dentro de um ambiente que vem ampliando escala econômica, geração de renda e oferta de crédito, fatores que aumentam a relevância dessas organizações na dinâmica do agronegócio de Minas Gerais.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Canal Rural






