ESPMEXENGBRAIND
1 jul 2026
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🌱 Planejamento das pastagens e sementes de qualidade elevaram a produtividade em 25% e reduziram os custos em 33% em propriedades acompanhadas.
🐄 Quando a alimentação passa a ser estratégia, o resultado aparece na produção, nos custos e na permanência da família no leite.
🐄 Quando a alimentação passa a ser estratégia, o resultado aparece na produção, nos custos e na permanência da família no leite.

Planejamento forrageiro transforma a alimentação em vantagem competitiva.

Para quem produz leite, poucas decisões pesam tanto no resultado financeiro quanto a alimentação do rebanho. O planejamento forrageiro aparece como uma das estratégias capazes de aumentar a produtividade e reduzir custos, segundo os resultados obtidos pelo programa Mais Forragem RS no Rio Grande do Sul.

Os números que chamam atenção

Indicador Resultado
Aumento da produtividade de leite +25%
Redução dos custos de produção -33%
Participação da alimentação no custo total 60%
Custo médio por litro antes da estratégia R$ 2,00/litro
Custo médio após a estratégia R$ 1,20/litro

Os resultados mostram que melhorar a oferta de forragens não significa apenas produzir mais alimento para o rebanho. O principal ganho está em substituir parte dos insumos mais caros por pastagens de maior qualidade, reduzindo o peso da alimentação sobre o custo final do litro de leite.

O inverno deixa de ser um problema quando existe planejamento

Segundo os pesquisadores envolvidos no programa, o diferencial das propriedades do Sul está na utilização de forragens de alto valor nutricional durante o inverno.

Além do pastejo, cereais de inverno podem ser utilizados como:

  • pastagem;
  • silagem;
  • pré-secado;
  • grãos.

A proposta é aproveitar diferentes formas de utilização das culturas para manter uma alimentação de qualidade ao longo do ano.

De acordo com o pesquisador Renato Fontaneli, da Embrapa Trigo, a alimentação baseada em forragens também reduz a necessidade de suplementos. Segundo ele, o uso de grãos e outros concentrados pode elevar os custos de produção em até quatro vezes quando comparado a sistemas baseados em forragens.

O pesquisador destaca ainda que cada quilograma de matéria seca de trigo pode produzir aproximadamente 1,8 kg de leite. Com manejo adequado das pastagens de inverno, a produção pode alcançar 20 litros por vaca por dia.

A principal lição: alimentar primeiro com pasto

Outro aprendizado apresentado pelo programa foi a mudança na estratégia alimentar.

Em vez de construir a dieta tendo o alimento conservado como base, a orientação técnica priorizou:

  • pastagens em quantidade;
  • pastagens de qualidade;
  • utilização dos alimentos conservados apenas como complemento.

Essa mudança permitiu reduzir significativamente o custo médio de produção por litro de leite, reforçando que a eficiência alimentar começa no planejamento da área forrageira.

Tecnologia chega ao campo por meio da assistência técnica

Para enfrentar períodos de menor oferta de pasto causados por geadas precoces, excesso de chuvas ou falta de precipitação, instituições de pesquisa desenvolveram espécies forrageiras mais adaptadas às condições do Rio Grande do Sul.

Os resultados foram levados às propriedades por meio do programa Mais Forragem RS, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural com apoio da Emater/RS-Ascar e da Embrapa.

Em 2025, o programa realizou

Ação Resultado
Visitas técnicas 40
Dias de campo 35
Extensionistas capacitados 200
Sementes distribuídas Mais de 3 mil toneladas
Municípios atendidos Cerca de 200

As sementes distribuídas incluíram capim-sudão, sorgo, milheto, aveias, azevém, trigo, triticale e cevada.

Permanecer na atividade também depende da eficiência

O Rio Grande do Sul perdeu mais de 60% das propriedades leiteiras na última década, principalmente em razão dos custos de produção e da dificuldade de encontrar mão de obra.

Mesmo assim, a produção estadual continua crescendo graças ao aumento da eficiência das fazendas. Hoje, o Estado produz quase 4 bilhões de litros de leite por ano, sendo a região Noroeste responsável por 70% da produção gaúcha e por 7,7% da produção nacional.

Nas propriedades, o número de vacas praticamente dobrou e a produtividade média alcança 17 litros por vaca por dia, enquanto a média nacional permanece abaixo de 7 litros.

O que o produtor pode levar desta experiência

Mais do que distribuir sementes, os resultados apresentados reforçam uma mensagem prática: o planejamento forrageiro pode alterar diretamente a rentabilidade da propriedade.

Quando a alimentação é organizada para aproveitar melhor as pastagens e reduzir a dependência de suplementos, o efeito aparece simultaneamente na produtividade, no custo por litro e na sustentabilidade econômica da atividade. Em um cenário de margens apertadas, produzir mais alimento dentro da própria fazenda pode ser uma das decisões de maior impacto para manter o negócio competitivo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal Embrapa

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