A Fonterra coleta de sólidos do leite 2025-2026 marcou um novo patamar na produção da cooperativa neozelandesa, com avanço expressivo em relação ao ciclo anterior e sinais claros de fortalecimento produtivo no campo.
A cooperativa registrou 1,5708 bilhão de quilogramas de sólidos do leite na última safra, um crescimento de 4,1% frente a 2024-2025. O resultado é o maior volume em uma década e o terceiro mais alto já registrado na história da companhia, atrás apenas das temporadas de 2013-2014 e 2014-2015.
Segundo a direção da área de farm source da Fonterra, o desempenho foi sustentado principalmente por condições climáticas favoráveis em grande parte do país, que impulsionaram o crescimento das pastagens. Também foram citados ganhos contínuos de produtividade nas fazendas, associados a melhorias genéticas e manutenção de altos padrões de bem-estar animal.
A evolução não ocorreu de forma homogênea entre as regiões. Na Ilha Norte, a coleta chegou a 885,9 milhões de kg MS, alta de 3,5% em relação à temporada anterior. Já na Ilha Sul, o volume totalizou 684,9 milhões de kg MS, avanço de 4,8%, indicando um crescimento mais acelerado na região sul do país.
O mês de maio também reforçou o ritmo positivo. A coleta mensal atingiu 81,5 milhões de kg MS, recorde para o período e alta de 5,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No recorte regional, a Ilha Norte registrou crescimento de 7,7%, enquanto a Ilha Sul avançou 4,1%.
O desempenho da cooperativa ocorre em um contexto de expansão mais ampla da produção global de leite. Na Austrália, a produção subiu 6,1% em abril, embora tenha permanecido praticamente estável no acumulado de 12 meses, com leve queda de 0,2%. Na União Europeia, houve alta de 4,2% em abril e de 4,3% no acumulado anual. Já nos Estados Unidos, o crescimento foi de 4,1% em maio e 4,7% no acumulado de 12 meses.
No comércio exterior, as exportações de lácteos da Nova Zelândia avançaram 16,3% em maio, somando 49.477 toneladas adicionais na comparação anual. O crescimento foi puxado principalmente por leite em pó integral, leite em pó desnatado e manteiga, com destaque para o WMP, que disparou 43%. Por outro lado, os produtos de leite fluido recuaram 14,8%.
No acumulado de 12 meses, as exportações cresceram 2,3%, sustentadas por maior volume de WMP, além de manteiga, concentrados e isolados proteicos.
O conjunto dos dados indica um cenário em que a expansão da oferta de sólidos do leite na Nova Zelândia se conecta diretamente ao aumento do fluxo exportador, reforçando a sensibilidade do mercado internacional às condições produtivas do país.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Farmers Weekly






