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3 jul 2026
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🐄 Produção de leite no Paraná impressiona com recordes da raça Holandesa e consolida avanço em genética e manejo profissional.
Produção de leite no Paraná ganha destaque mundial com vaca que ultrapassa 199 mil kg e revela força genética dos Campos Gerais
Produção de leite no Paraná ganha destaque mundial com vaca que ultrapassa 199 mil kg e revela força genética dos Campos Gerais.

A madrugada ainda parece silenciosa nos Campos Gerais quando a rotina das propriedades começa a se repetir com precisão quase ritual.

Entre ordenhas, manejo e observação constante do rebanho, um número específico começa a ganhar forma no cotidiano da pecuária leiteira: a produção de leite no Paraná, que transforma vidas produtivas em marcas que ultrapassam expectativas e colocam o Estado em evidência dentro e fora do Brasil.

Nesse cenário, um nome passou a simbolizar um patamar raro de desempenho. A vaca RCH Janny 1010 Igniter Shottle TE, da Chácara Rino, em Carambeí (PR), alcançou 199.235 quilos de leite produzidos ao longo de sua vida produtiva. O resultado inclui ainda mais de 14 mil quilos de sólidos lácteos, consolidando um registro que a coloca entre os maiores já observados na raça Holandesa.

O reconhecimento desse desempenho ocorreu durante a premiação dos Criadores Destaques da Raça Holandesa 2025, promovida pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH). O evento reuniu produtores dos Campos Gerais, região que se afirma como um dos polos mais relevantes da produção leiteira nacional.

A cena que se desenha a partir desses números não é isolada. Pelo contrário: a produção de leite no Paraná aparece sustentada por um conjunto de fatores que especialistas associam a décadas de seleção genética, nutrição equilibrada, bem-estar animal, sanidade e manejo altamente profissional. O objetivo, segundo essa leitura técnica, é ampliar a longevidade produtiva dos animais, permitindo que mantenham desempenho elevado ao longo dos anos.

Nesse contexto, o feito da vaca recordista se insere em um movimento mais amplo. Dezenas de outros animais ultrapassaram a marca de 100 mil quilos de leite produzidos ao longo da vida, reforçando o padrão elevado dos rebanhos criados no Estado e a consistência dos resultados alcançados pelos produtores.

Os Campos Gerais surgem, assim, não apenas como cenário geográfico, mas como parte ativa de uma engrenagem produtiva que sustenta a reputação do Paraná como referência em genética, manejo e produtividade leiteira. A repetição dos números expressivos não é tratada como exceção, mas como indicador de um sistema que vem se consolidando ao longo do tempo.

Ao final, o que se observa é um retrato de continuidade: uma cadeia produtiva que avança apoiada em tecnologia, seleção criteriosa e gestão eficiente, e que encontra na produção de leite no Paraná um dos seus principais símbolos de desempenho.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal Novo Tempo

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