SDT 105 revela diferentes estratégias nas exportações de lácteos da região
| Indicador | Argentina | Chile | Uruguai |
|---|---|---|---|
| Preço médio (USD/t) | 3.783,82 | 3.777,75 | 3.667,01 |
| Variação do preço | ▼ -0,88% | ▲ +25,92% | ▲ +3,19% |
| Volume exportado (t) | 15.474,26 | 1.473,00 | 7.494,18 |
| Variação do volume | ▲ +30,50% | ▼ -3,85% | ▼ -28,23% |
| Destinos | 31 | 8 | 24 |
| Variação dos destinos | ▲ +24,00% | ▼ -20,00% | ▼ -7,69% |
| Índice de Valor de Proteínas | 14,52 | 11,73 | 13,55 |
O mais recente relatório do South Dairy Trade mostra que Argentina, Chile e Uruguai seguiram caminhos distintos nas exportações de lácteos, combinando diferentes comportamentos de preços, volumes embarcados e alcance comercial durante os períodos analisados.
| Produto | Argentina (USD/t) | Var. | Chile (USD/t) | Var. | Uruguai (USD/t) | Var. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Leite em Pó Integral | 3.836,04 | +0,62% | 3.600,58 | -0,26% | 3.525,21 | -0,86% |
| Leite em Pó Desnatado | 3.446,79 | +2,23% | 3.150,00 | +2,74% | 3.269,38 | +4,71% |
| Queijo Semiduro | 4.345,85 | +1,92% | 4.730,39 | +3,88% | 4.609,33 | -4,95% |
| Queijo Duro | 6.127,90 | -4,85% | — | s/d | 5.670,42 | +5,69% |
| Manteiga | 4.830,41 | -0,01% | 4.918,82 | s/d | 5.270,79 | -2,21% |
| Buttermilk | 2.975,00 | +10,19% | — | — | 3.010,55 | +0,00% |
| D40% | 1.434,28 | -3,13% | — | — | 1.436,71 | -0,05% |
| Soro Permeado | 586,58 | -3,43% | — | — | — | — |
| Sweet Whey Powder | — | — | 1.405,97 | +15,95% | — | — |
| WPC 35% | 3.078,60 | +13,19% | 2.525,85 | s/d | — | — |
| WPC 80% | 7.535,48 | -1,28% | — | — | — | — |
A Argentina registrou o maior volume exportado entre os três países, com 15.474,26 toneladas, crescimento de 30,50% em relação ao período anterior. Apesar da expansão dos embarques, o preço médio recuou levemente para USD 3.783,82 por tonelada (-0,88%). Também houve ampliação da presença internacional, passando de 25 para 31 mercados atendidos.
Entre os produtos argentinos, o maior avanço de preço ocorreu no WPC 35%, com alta de 13,19%, seguido pelo Buttermilk (+10,19%) e pelo Leite em Pó Desnatado (+2,23%). Em sentido oposto, Queijo Duro (-4,85%) e Soro Permeado (-3,43%) registraram as principais correções. O Leite em Pó Integral permaneceu como o principal item exportado, somando 6.147,42 toneladas.
No Chile, o destaque foi a valorização do preço médio, que avançou 25,92%, alcançando USD 3.777,75 por tonelada. Ao mesmo tempo, o volume exportado caiu 3,85%, para 1.473 toneladas, enquanto o número de mercados atendidos diminuiu de 10 para 8.
O relatório aponta que o Sweet Whey Powder liderou os aumentos de preço no país, com alta de 15,95%. Também houve valorização do Queijo Semiduro (+3,88%) e do Leite em Pó Desnatado (+2,74%). Manteiga e WPC 35% participaram da cesta exportadora, mas sem dados comparativos de preços para o período.
Já o Uruguai apresentou redução expressiva no volume exportado. Os embarques caíram 28,23%, totalizando 7.494,18 toneladas, enquanto o preço médio aumentou 3,19%, chegando a USD 3.667,01 por tonelada. O número de destinos também recuou, passando de 26 para 24 mercados.
Entre os produtos uruguaios, o Queijo Duro registrou a maior valorização (+5,69%), seguido pelo Leite em Pó Desnatado (+4,71%). O Leite em Pó Integral, principal produto exportado do país, com 5.390,77 toneladas, apresentou recuo de 0,86% no preço. O D40% e o Buttermilk permaneceram praticamente estáveis.
Os indicadores gerais também mostram diferenças entre os mercados. A Argentina encerrou o período com Índice de Valor de Proteínas de 14,52 USD por ponto, o Chile registrou 11,73 USD por ponto e o Uruguai alcançou 13,55 USD por ponto.
Para o Brasil, os movimentos observados no South Dairy Trade reforçam a importância de acompanhar simultaneamente preços, composição da cesta exportadora e diversificação de mercados na região, já que cada país apresentou uma combinação distinta desses indicadores ao longo do período analisado.






