ESPMEXENGBRAIND
15 set 2026
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🧀 Um casal do interior gaúcho descobriu como transformar litros de leite em um negócio de seis dígitos.
queijo
🐄 Sessenta vacas e uma decisão de processar o leite na propriedade mudaram o destino financeiro de uma família rural.

Vender queijo, e não leite, foi a aposta que transformou a rotina de Natal Comin e Fernanda Manara, casal de produtores de Nova Roma do Sul, na Serra Gaúcha.

Na Expointer 2026, a família comercializou 1,6 mil quilos de queijo artesanal em nove dias de feira, faturou R$ 160 mil e ainda recebeu um troféu de destaque pela participação no evento.

O resultado é reflexo de uma escolha de longa data: processar na própria propriedade o leite que produzem, em vez de comercializá-lo in natura. A base da operação é um plantel de 60 vacas, capaz de gerar até 1 mil litros de leite por dia — volume que abastece de forma constante a fabricação artesanal de queijos assinados pela marca da família, a Laticínios Pipo.

Essa regularidade na captação de leite é o que sustenta a produção contínua ao longo do ano e dá previsibilidade financeira ao negócio, hoje reconhecido como referência na fabricação de queijo na Serra Gaúcha. A trajetória da marca foi construída com técnicas tradicionais de manipulação combinadas a controles sanitários rigorosos, um equilíbrio que a família aprimorou ao longo dos anos.

Desde 2014, a agroindústria participa do Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer, espaço que aproxima o casal do consumidor final e funciona como vitrine para os produtos. É nesse contato direto com o público, ano após ano, que a marca vem ganhando visibilidade e testando a aceitação de novos itens da linha.

A edição de 2026 confirmou o potencial comercial desse modelo: em apenas nove dias de exposição, o volume vendido de 1,6 mil quilos de queijo gerou uma receita de R$ 160 mil para a propriedade. Além da venda direta no estande, esse tipo de feira costuma abrir espaço para contatos com distribuidores e revendedores, ampliando os canais por onde a produção artesanal chega a diferentes mercados.

Para Natal Comin e Fernanda Manara, agregar valor ao leite deixou de ser apenas uma alternativa de renda para se tornar a base da estabilidade financeira da propriedade — um caminho que, segundo mostra a experiência do casal, também abre espaço para que a nova geração da família veja futuro em permanecer no campo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por  Brasil 247

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