ESPMEXENGBRAIND
19 jun 2026
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📊 O uso de dados e tecnologias de precisão aparece como um dos pilares da estratégia da Nestlé para reduzir emissões e melhorar a produtividade.
📈 Relatório global destaca como inovação e manejo estão transformando indicadores produtivos e ambientais na cadeia láctea.
📈 Relatório global destaca como inovação e manejo estão transformando indicadores produtivos e ambientais na cadeia láctea.

A redução das emissões na cadeia láctea costuma ser apresentada como uma meta ambiental.

No entanto, o primeiro relatório do Plano Lácteo da Nestlé sugere uma transformação mais ampla: o avanço da gestão baseada em dados, da agricultura regenerativa e de novas tecnologias aplicadas à produção de leite está gerando impactos simultâneos sobre eficiência, qualidade e sustentabilidade.

Segundo a companhia, a estratégia envolve mais de 130 mil produtores, 200 fornecedores e parceiros globais em mais de 40 países. O objetivo é apoiar a adoção de práticas que reduzam emissões, fortaleçam a atividade produtiva, melhorem o bem-estar animal e contribuam para elevar a produtividade e a qualidade do leite.

O relatório destaca que produtividade, qualidade do leite e sustentabilidade não são objetivos isolados. A proposta da empresa é trabalhar esses fatores de forma integrada ao longo da cadeia de valor. Nesse contexto, tecnologias e soluções inovadoras são utilizadas para apoiar os produtores diante dos desafios climáticos e das pressões econômicas, ao mesmo tempo em que contribuem para a gestão dos negócios rurais.

Os resultados apresentados mostram uma redução de 25% das emissões de metano e uma queda de 26% das emissões totais de gases de efeito estufa na cadeia global de valor láctea em 2025, em comparação com a linha de base de 2018.

Por trás desses números está uma combinação de iniciativas que inclui práticas regenerativas, melhorias no manejo dos animais e abordagens científicas voltadas para as emissões provenientes da digestão das vacas e do esterco. A empresa também apoia a adoção de cobertura do solo, plantio com mínima mobilização e reflorestamento, medidas que contribuem para a saúde do solo, a gestão da água e a proteção de habitats.

A estratégia incorpora ainda avanços em bem-estar animal, com foco em nutrição otimizada, assistência veterinária e sistemas de resfriamento. Segundo o relatório, essas práticas favorecem animais mais saudáveis e podem contribuir para ganhos de qualidade e produtividade do leite.

Em 2025, mais de 34% das matérias-primas lácteas obtidas pela Nestlé vieram de produtores que adotam práticas de agricultura regenerativa.

Um dos exemplos destacados no relatório está no Chile, onde iniciativas de agricultura regenerativa são desenvolvidas desde 2021 com mais de 200 produtores das regiões centro e sul do país. Entre os casos apresentados está um projeto piloto realizado no Fundo La Chacra, na Região de Los Lagos.

O projeto utiliza uma tecnologia denominada NIRS, capaz de analisar em tempo real a composição química das forragens. Com essas informações, torna-se possível ajustar as rações alimentares, apoiar a saúde do rebanho, melhorar a qualidade do leite e aumentar a eficiência produtiva.

De acordo com a Nestlé Chile, os resultados do piloto apontam aumentos próximos de três litros por vaca por dia na produção de leite, além de uma redução aproximada de 9% nos custos de alimentação por litro de leite fresco. A empresa também destaca que uma gestão mais eficiente das forragens contribui para reduzir desperdícios e apoiar uma menor pegada de carbono por litro produzido.

O caso reforça uma tendência evidenciada ao longo do relatório: a redução das emissões aparece cada vez mais associada à capacidade de medir, monitorar e tomar decisões mais precisas dentro da fazenda. Nesse cenário, a tecnologia deixa de atuar apenas como ferramenta de controle ambiental e passa a ocupar um papel central na eficiência produtiva da cadeia láctea.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Fedeleche

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