ESPMEXENGBRAIND
23 jun 2026
ESPMEXENGBRAIND
23 jun 2026
🏭 A quebra da empresa não encerrou a história de suas marcas, que agora estão no centro de uma corrida empresarial.
Marcas da SanCor atraem interessados após quebra da ARSA
Marcas da SanCor atraem interessados após quebra da ARSA

A disputa pela fábrica que produzia iogurtes e sobremesas da SanCor em Arenaza, na província de Buenos Aires, tornou-se um dos movimentos mais observados da indústria láctea argentina.

Embora a ARSA tenha encerrado suas operações após a decretação de falência, os ativos industriais e as marcas ligadas ao negócio continuam despertando forte interesse entre grandes grupos do setor.

Segundo informações citadas por fontes da atividade, empresas como Tregar, Adecoagro, Punta del Agua e Grupo Elcor aparecem entre os interessados na planta onde eram produzidos itens como SanCor Yogs, SanCor Vida, SanCor Shimy, Sublime, Vida e Sancorito.

O caso chama atenção porque mostra que a falência de uma companhia não significa necessariamente a perda de valor de seus ativos. Pelo contrário. A antiga unidade da ARSA passou a ser vista como uma oportunidade estratégica por empresas que buscam ampliar capacidade industrial ou fortalecer sua presença em segmentos de maior valor agregado, como iogurtes e sobremesas refrigeradas.

A fábrica de Arenaza pertencia à ARSA, empresa controlada por acionistas do Vicentin Family Group e administrada, com opção de compra, pela venezuelana Maralac. O processo chegou ao fim quando a Justiça decretou a falência da companhia, determinando a liquidação dos ativos e o encerramento definitivo das operações. As instalações foram fechadas meses depois, incluindo também a planta localizada em Monte Cristo, na província de Córdoba.

Agora, o cenário é outro. Fontes consultadas pelo jornal argentino La Nación afirmam que existe uma disputa entre diferentes empresas interessadas em ativos que integraram o universo industrial da SanCor. A avaliação predominante é que dificilmente um único grupo ficará com todos os ativos disponíveis. A tendência observada pelos atores do setor é uma divisão entre diferentes compradores.

Mais do que uma operação isolada, o movimento é interpretado como parte de uma reorganização mais ampla da indústria láctea argentina. O interesse de empresas nacionais e estrangeiras por plantas industriais sugere que determinados ativos, que durante anos operaram com baixa atividade ou permaneceram praticamente paralisados, voltaram ao radar dos investidores.

Nesse contexto, a planta de Arenaza aparece como um dos ativos mais cobiçados. A presença de nomes relevantes da indústria entre os potenciais compradores reforça a percepção de que existe uma corrida por capacidade instalada e por marcas que ainda mantêm reconhecimento no mercado.

Para o especialista Alejandro Sammartino, o processo reflete uma transformação estrutural em andamento. Segundo ele, empresas com dificuldades financeiras tendem a perder espaço para grupos com maior capacidade de investimento e estrutura de capital mais robusta.

Ao mesmo tempo, Sammartino destaca que o interesse demonstrado por diferentes investidores representa um sinal positivo para o setor. Na sua visão, a entrada de novos capitais e a busca por ativos industriais indicam que a atividade láctea argentina continua sendo vista como competitiva e estratégica.

Enquanto a Justiça avança na definição do mecanismo de venda dos ativos da ARSA, a pergunta que mobiliza o mercado permanece aberta: quem ficará com as marcas e a capacidade industrial que durante anos estiveram associadas aos iogurtes e sobremesas da SanCor?

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por LA NACION

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta