ESPMEXENGBRAIND
11 maio 2026
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União Europeia, Estados Unidos e Argentina puxam crescimento global da produção de leite em 2026 🥛
leite
Crescimento da produção mundial reacende debate sobre pressão nos preços ao produtor ⚠️

A produção mundial de leite entrou em 2026 em um dos ciclos de expansão mais intensos dos últimos anos.

Segundo levantamento da consultoria britânica AHDB, as entregas diárias nas principais regiões exportadoras chegaram a 849 milhões de litros por dia em fevereiro, com crescimento anual de 35,2 milhões de litros diários, equivalente a uma alta de 4,3%.

O movimento foi impulsionado principalmente pela União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia e Argentina, em um cenário marcado por menores custos de alimentação animal, melhora das margens nos meses anteriores e aumento da produtividade nas fazendas.

As seis regiões analisadas pela AHDB representam mais de 65% da produção mundial de leite de vaca e quase 80% das exportações globais de lácteos. Por isso, o avanço registrado em fevereiro reforça uma mudança importante no equilíbrio da oferta internacional.

A União Europeia liderou a expansão global. As entregas atingiram média diária de 399,7 milhões de litros, com aumento de 20,6 milhões de litros por dia em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento de 5,4% transformou fevereiro de 2026 no melhor resultado já registrado para o setor leiteiro europeu no mês.

A consultoria atribui esse avanço aos elevados níveis de rentabilidade observados anteriormente, à redução dos custos de alimentação, às condições favoráveis de produção e ao aumento da produtividade por vaca.

Entre os principais produtores europeus, a Alemanha apresentou o maior crescimento absoluto, com aumento de 164 milhões de litros e avanço de 7% na comparação anual. A França ampliou as entregas em 141 milhões de litros, com alta de 8%, enquanto a Itália registrou crescimento de 9%, equivalente a 89 milhões de litros adicionais.

No Reino Unido, as entregas diárias chegaram a 43,5 milhões de litros, avanço de 3,6% sobre o ano anterior. Segundo a AHDB, o uso mais intensivo de ração concentrada contribuiu para elevar a produção por vaca e sustentar novos máximos históricos de oferta durante fevereiro. Ainda assim, os dados preliminares de abril já apontam estabilização nas entregas.

Os Estados Unidos também mantiveram ritmo positivo. A produção diária alcançou 287,3 milhões de litros, com crescimento de 8,4 milhões de litros em relação ao ano anterior, equivalente a alta de 3%.

Mesmo com redução das margens em comparação aos níveis anteriores, a consultoria afirma que o setor norte-americano continua sustentado pela receita do leite, pela força do mercado de carne e pela estabilidade da demanda interna.

Na Nova Zelândia, as entregas cresceram 6%, chegando a 68,6 milhões de litros por dia. O ambiente climático favorável e os preços considerados sólidos ajudaram a fortalecer a confiança dos produtores e ampliar o fluxo de leite.

A Argentina registrou o maior crescimento percentual entre todas as regiões analisadas. As entregas avançaram 10,6% em fevereiro, com aumento diário de 2,8 milhões de litros frente ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a AHDB, o desempenho argentino foi impulsionado por investimentos no setor, melhora das condições econômicas dos produtores, ganhos de produtividade e clima favorável. No entanto, o relatório também alerta que a queda nos preços pagos ao produtor já começa a reduzir a rentabilidade das fazendas, fator que pode desacelerar o crescimento ao longo de 2026.

A Austrália apresentou expansão mais moderada, de 0,6%, atingindo média diária de 20,6 milhões de litros. O setor continua enfrentando aumento de custos de produção, pressão climática e risco crescente de seca, embora os preços do leite tenham permanecido relativamente estáveis.

O relatório da AHDB mostra que a expansão global da produção continua apoiada em ganhos de eficiência e custos mais baixos de alimentação. Ao mesmo tempo, a queda dos preços em diversos mercados começa a pressionar as margens das propriedades leiteiras, criando um ambiente de maior atenção para a evolução da oferta internacional nos próximos meses.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Castilla y León

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