ESPMEXENGBRAIND
25 ago 2026
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🥛 Ela nasceu há mais de 100 anos com um nome inspirado na aviação. Hoje, aposta em movimentos pouco convencionais.
🚀 De Minas Gerais para as gôndolas de todo o país: uma tradição familiar busca reinventar sua forma de crescer.
🚀 De Minas Gerais para as gôndolas de todo o país: uma tradição familiar busca reinventar sua forma de crescer.

Laticínios Aviação amplia parcerias e projeta salto de 10% no faturamento.

Manter a tradição e, ao mesmo tempo, buscar espaços inéditos nas gôndolas: esse é o desafio que a Laticínios Aviação, marca mineira conhecida por sua icônica latinha de manteiga laranja, decidiu enfrentar de forma pouco convencional. Com faturamento anual superior a R$ 600 milhões, a empresa projeta crescer 10% em 2026, após avanços de 8% nos últimos anos — e parte dessa expansão passa por movimentos que fogem do script tradicional do setor.

Em vez de apostar em grandes campanhas publicitárias, a Aviação tem investido em colaborações inusitadas com outras marcas para levar seu sabor característico a categorias completamente novas. A Pipó Gourmet lançou uma pipoca com sabor manteiga Aviação, enquanto a Zinho, fabricante de pães de alho, criou um produto recheado com a manteiga da marca.

São iniciativas que, segundo a empresa, ampliam os pontos de contato com o consumidor e apresentam a Aviação a públicos que ainda não a conheciam — sem abrir mão do produto que construiu sua identidade.

Porque, apesar da diversificação, a manteiga segue como o carro-chefe absoluto do portfólio. A marca também está presente em requeijão cremoso, doce de leite, queijo mussarela fatiado e, desde a década passada, café. Mas é o sabor da manteiga, especificamente, que a empresa tem levado para fora de sua própria linha de produtos através dessas parcerias — uma forma de reforçar, no imaginário do consumidor, a associação direta entre a marca e o ingrediente que a tornou famosa.

Essa estratégia tem raízes profundas. A história da Aviação começa em 1920, quando as famílias Gonçalves e Sales adquiriram um armazém em São Paulo e, paralelamente, um laticínio em Passos, no Sul de Minas Gerais. O nome da empresa é uma homenagem ao momento histórico: fazia menos de duas décadas que Santos Dumont havia voado com o 14-Bis, em 1906, e que os irmãos Wright haviam decolado com o Wright Flyer, em 1903.

Batizar um laticínio com o nome de uma tecnologia tão nova, na época, era também uma forma de chamar atenção do público — algo que ecoa na estratégia atual da marca de buscar visibilidade sem depender de investimentos pesados em marketing.

A condução do negócio segue nas mãos da família fundadora, mais de cem anos depois. Fernando Alvarenga, acionista da empresa, é bisneto e tataraneto dos fundadores, além de filho do CEO, Geraldo Alvarenga. “Eu sou a quarta e a quinta geração ao mesmo tempo”, resume, em entrevista à AgFeed.

Sobre o momento da empresa, ele reforça o otimismo: “Nós temos um produto que, além de ter qualidade centenária, também carrega apelo emocional pela marca muito grande. Isso acaba agregando valor em outros produtos”. E completa: “A gente está bem satisfeito. Apesar das dificuldades, estamos conseguindo superá-las bem”.

Com a manteiga ainda no centro da estratégia e a família à frente da gestão, a Aviação segue testando novos caminhos de crescimento — apostando que o valor construído ao longo de mais de um século de história pode render frutos também fora do próprio portfólio de produtos.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Associação Comercial e Industrial de Araçatuba

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