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3 jul 2026
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📊 As tendências de consumo mostram que preço, bem-estar, conveniência e valor sustentável passaram a orientar as decisões de compra em alimentos e bebidas.
🛒 Novo estudo revela que as tendências de consumo refletem escolhas mais conscientes, rápidas e criteriosas dos consumidores.
🛒 Novo estudo revela que as tendências de consumo refletem escolhas mais conscientes, rápidas e criteriosas dos consumidores.

As tendências de consumo apontam para um consumidor que decide cada compra de forma mais criteriosa.

Em um cenário de pressão econômica, novas demandas por bem-estar e mudanças no estilo de vida, preço, praticidade, saúde e valor percebido passaram a orientar as escolhas de alimentos e bebidas.

Essa é a principal conclusão do relatório Trendipedia Consumer Trends 2026, elaborado pela Tetra Pak a partir da análise de mais de 44 estudos e de mais de 33 mil entrevistas realizadas com adultos em 43 países, incluindo o Chile. O estudo identifica seis movimentos que estão redesenhando o comportamento de compra no setor.

O primeiro deles mostra um consumidor cada vez mais informado e consciente do próprio orçamento. Segundo o levantamento, 26% dos entrevistados em 32 países acreditam que a inflação nunca voltará aos níveis considerados normais, enquanto 33% dos consumidores de 18 países afirmam reduzir gastos em uma categoria de alimentos para poder investir mais em outra.

O resultado é um perfil que compara mais opções, troca de marca com maior facilidade e busca aquilo que realmente percebe como um bom valor.

A preocupação com o bem-estar também evoluiu. O estudo mostra que a saúde deixou de ser entendida apenas sob o aspecto nutricional e passou a incorporar fatores como equilíbrio emocional, clareza mental e funcionalidade no dia a dia. Entre os entrevistados, 45% apontam a saúde mental como o principal problema de saúde em seus países, superando temas como câncer e estresse. Ao mesmo tempo, cresce a coexistência entre a preferência por produtos mais naturais e o interesse por soluções funcionais apoiadas em tecnologia.

Outro aspecto destacado pelo relatório é a transformação da sustentabilidade. Em vez de discursos amplos, os consumidores esperam benefícios concretos. Produtos e soluções sustentáveis continuam sendo valorizados, desde que não impliquem custos adicionais ou perda de conveniência. A percepção positiva aumenta quando a proposta está associada à redução de desperdícios, maior vida útil, eficiência ou resiliência.

A conveniência também mudou de patamar. O estudo conclui que praticidade deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma expectativa básica. Em um contexto de rotinas fragmentadas e pouco tempo disponível, soluções prontas para consumo tendem a ganhar espaço, impulsionadas pelo avanço tecnológico e pela crescente demanda por rapidez e personalização.

Além da funcionalidade, os consumidores também demonstram interesse por experiências capazes de gerar surpresa, inspiração e conexão cultural. Produtos que ofereçam estímulos sensoriais, criatividade e momentos diferenciados passam a disputar espaço não apenas pela utilidade, mas também pelo valor emocional que proporcionam.

O relatório ainda aponta uma valorização crescente do local e do autêntico. Em um ambiente global mais fragmentado, cresce o interesse por marcas que demonstrem identidade, história e vínculos genuínos com suas comunidades, desde que essa conexão seja percebida como verdadeira.

Ao reunir essas seis tendências, o estudo descreve um consumidor mais difícil de classificar: alguém que busca economizar, mas sem abrir mão de pequenas indulgências; que exige conveniência sem renunciar ao bem-estar; que apoia iniciativas sustentáveis quando elas entregam resultados concretos; e que valoriza inovação ao mesmo tempo em que mantém afinidade com referências locais e familiares.

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