A produção de leite em Minas Gerais ganhou outra escala na propriedade de Werik Rodrigues de Souza, em Patos de Minas.
Quando chegou ao local, há 15 anos, o produtor retirava apenas uma lata de leite por dia. Hoje, a produção chega a cerca de 600 litros diários.
A mudança não aconteceu de uma só vez. A propriedade de 38 hectares foi sendo estruturada ao longo dos anos, enquanto o produtor ampliava a atividade leiteira e buscava recursos para novos investimentos.
O percurso ajuda a entender o papel que o crédito rural assumiu dentro da propriedade: primeiro, para atender uma necessidade da produção; depois, para aumentar o número de animais; e, mais recentemente, também para melhorar a moradia da família.
| Indicador | Situação atual |
|---|---|
| Área da propriedade | 38 hectares |
| Produção de leite | cerca de 600 litros/dia |
| Vacas | cerca de 50 |
| Área cultivada com café | 6 hectares |
| Tempo na propriedade | 15 anos |
A atividade leiteira ocupa parte dos 38 hectares, onde Werik mantém cerca de 50 vacas. Outros seis hectares são cultivados com café em parceria, enquanto o restante da área é destinado à criação de gado.
O crédito entrou em etapas
O acesso ao crédito não teve uma única finalidade. O primeiro recurso utilizado pelo produtor foi uma operação de custeio, destinada à compra de silo para o gado de leite.
Depois veio uma segunda etapa: o investimento para aquisição de vacas.
A lógica foi ampliar a estrutura produtiva conforme surgiam novas possibilidades para a propriedade. O próprio produtor resume a sequência: começou com o custeio para o silo e, posteriormente, buscou investimento para comprar animais e complementar o rebanho que ainda era pequeno.
Werik é cooperado da Cresol há pouco mais de um ano. Segundo seu relato, foi depois de abrir a conta e passar a participar da cooperativa que começou a avançar na estruturação da atividade.
O salto que aparece nos números
A diferença entre o início da atividade e o momento atual é especialmente visível na produção diária.
| Momento | Produção de leite |
| No início | 1 lata/dia |
| Atualmente | cerca de 600 litros/dia |
Mais do que uma diferença de volume, os números marcam duas fases distintas da propriedade. No começo, a atividade funcionava com poucos recursos. Com o passar dos anos, vieram investimentos em estrutura e rebanho.
O aumento da produção também teve reflexos fora do curral.
Quando o investimento chegou à casa
A melhoria da renda obtida com a atividade permitiu que Werik também reformasse a moradia da família.
A casa, que antes tinha uma área de lona, passou por uma reforma completa. Mais recentemente, o produtor recorreu ao Pronaf Habitação Rural para financiar a construção e reforma da moradia no campo.
Nesse ponto, a história da propriedade deixa de ser apenas sobre aumentar a produção de leite. O crédito utilizado ao longo do caminho também passou a estar relacionado às condições de vida da família.
Para o Plano Safra 2026/2027, estão previstos R$ 85,2 bilhões para operações do Pronaf, segundo o texto-fonte.
No caso de Werik, porém, a transformação pode ser observada em uma escala muito concreta: uma propriedade que começou com uma lata de leite por dia e hoje produz cerca de 600 litros, enquanto sua estrutura produtiva e sua moradia também foram modificadas.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por G1






