ESPMEXENGBRAIND
19 maio 2026
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🚜 Sistemas confinados, recuperação de preços e gestão das propriedades moldam o novo momento da atividade leiteira catarinense.
💰 Mesmo com energia, diesel e insumos pressionando custos, produtores catarinenses seguem ampliando produção e investimentos.
💰 Mesmo com energia, diesel e insumos pressionando custos, produtores catarinenses seguem ampliando produção e investimentos.

A produção de leite em Santa Catarina segue em expansão, mesmo em um cenário ainda marcado por custos elevados, dificuldades operacionais e reflexos financeiros acumulados no setor.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Gerência Regional da Epagri em Campos Novos, Evandro Uberdan Anater, o crescimento continua sendo sustentado pelos produtores que permanecem na atividade e ampliam escala de produção.

De acordo com o analista, o movimento observado no estado mostra propriedades investindo em aumento de rebanhos e em sistemas confinados, estratégia que vem sustentando o avanço anual da produção mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor leiteiro.

As propriedades catarinenses registram atualmente uma leve queda na produção, considerada normal para o período. A expectativa, porém, é de retomada a partir de maio, impulsionada pela chegada das pastagens de inverno. Segundo Evandro, esse movimento deve sustentar crescimento da produção até agosto ou setembro.

O cenário econômico das propriedades, no entanto, segue heterogêneo. O analista afirma que a rentabilidade depende diretamente da gestão adotada em cada fazenda, em um contexto no qual os preços pagos ao produtor voltaram a subir após um período de baixa.

Mesmo com a recuperação nos preços do leite, os custos continuam pressionando a atividade. Energia elétrica, diesel, insumos agrícolas e a dificuldade para contratação de mão de obra permanecem entre os principais desafios enfrentados pelos produtores catarinenses.

Entre os fatores que influenciam o mercado, Evandro também cita o consumo interno, o poder de compra da população e as importações de lácteos. Segundo o analista, as importações, equivalentes a cerca de 10% da produção nacional, estão entre os elementos que impactam a dinâmica do setor.

Para 2026, a perspectiva apontada pelo analista é positiva, apoiada em reajustes consecutivos no preço do leite. Ainda assim, o setor segue operando sob os efeitos das perdas acumuladas ao longo de 2025, o que mantém cautela entre produtores e empresas da cadeia.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Rádio Cultura 

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