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26 ago 2026
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Critérios rígidos, prazos apertados e um destino inusitado: entenda o novo capítulo dessa parceria 📋
O que levou representantes senegaleses a retornar pela segunda vez a uma mesma fazenda paulista? 🌍
O que levou representantes senegaleses a retornar pela segunda vez a uma mesma fazenda paulista? 🌍

A Agropecuária Puro da Fazenda, em Vargem Grande do Sul, recebeu pela segunda vez uma comitiva do Senegal, país da África Ocidental, em busca de reforçar um acordo que já colocou o girolando brasileiro em terras africanas.

A visita, ocorrida em 19 de agosto, reuniu o Cônsul do Senegal, Babacar Ba, um veterinário e o presidente da Associação dos Produtores de Leite senegalesa — este último também produtor de leite em seu país.

O encontro girou em torno de uma possível nova exportação de novilhas girolandas, com previsão de embarque para novembro de 2026. Se confirmada, a operação dará sequência a uma relação comercial iniciada no ano passado, quando a fazenda vendeu 315 novilhas da raça ao país africano.

Naquela primeira negociação, o objetivo era claro: melhorar a genética do rebanho leiteiro senegalês. Parte dos animais foi doada a pequenos produtores locais, previamente cadastrados pelo governo do Senegal, enquanto outra parte teve o financiamento bancado pela própria Associação dos Produtores de Leite do país.

Já naquele momento, André Tiago Prudente, proprietário da fazenda ao lado da esposa Daniela Naliati Prudente, sinalizava que o volume da próxima remessa poderia superar o da primeira.

O interesse senegalês recai sobre uma característica bem específica do girolando: a combinação entre alta produtividade leiteira e resistência ao calor, resultado do cruzamento entre as raças Holandês e Gir, ambas desenvolvidas no Brasil. Essa dupla vantagem — leite e clima — é o que torna o animal atrativo para um país de clima quente como o Senegal.

Mas nem toda novilha entra nessa lista. André descreveu os critérios de seleção exigidos pelos compradores africanos: os animais precisam ser meio sangue ou 5/8, estar prenhes de dois a seis meses, não podem ter casco ou vulva brancos, precisam pesar no mínimo 330 quilos e ter menos de quatro anos de idade.

A régua é rígida e deixa pouco espaço para negociação — o que, segundo o produtor, faz parte do próprio processo de seleção genética que o Senegal busca ao importar o girolando.

Com a nova visita, a comitiva africana avalia agora dar um passo além daquele primeiro lote, discutindo diretamente na propriedade os termos de uma remessa que, se confirmada para novembro, ampliaria ainda mais a presença da genética girolanda brasileira dentro dos programas de melhoramento genético conduzidos pelo governo e pela associação de produtores senegaleses.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Gazeta de Vargem Grande

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