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3 ago 2026
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🌏 Enquanto mira a Ásia, a Lactalis citou uma lista de países que interessa diretamente à cadeia láctea do Brasil.
CEO global da Lactalis, Emmanuel Besnier.
CEO global da Lactalis, Emmanuel Besnier.

Um comentário do CEO global da Lactalis, Emmanuel Besnier, sobre os planos de expansão da companhia na Ásia acabou revelando um dado que interessa diretamente à cadeia láctea brasileira.

Segundo reportagem do jornal australiano Australian Financial Review (AFR), Besnier afirmou que a Austrália, quando concluir sua trajetória de crescimento dentro do grupo, “se tornará nosso quinto maior mercado, depois de França, EUA, Canadá e Brasil”.

A frase coloca o Brasil, hoje, entre os quatro mercados mais relevantes da Lactalis em todo o mundo — à frente da própria Austrália, que a multinacional francesa aponta como sua principal plataforma de crescimento na região asiática.

O comentário foi feito no contexto do anúncio do plano de expansão da Lactalis para a Ásia-Pacífico, no qual a Austrália aparece como peça central. Segundo a reportagem, a companhia construiu ao longo da última década uma posição dominante na manufatura e no varejo australianos, a partir da aquisição da Parmalat local e da incorporação de marcas como Pauls, Oak, Vaalia e Jalna ao seu portfólio.

Apesar de desafios estruturais na cadeia láctea da Austrália — como a redução do volume nacional de leite captado e a pressão persistente sobre as margens —, Besnier destacou que o país continua oferecendo fundamentos comerciais sólidos e leite cru de alta qualidade.

Para o executivo, esses elementos sustentam o papel da Austrália não apenas no atendimento ao consumo interno, mas também como plataforma de manufatura para abastecer mercados em rápido crescimento no Sudeste Asiático.

De acordo com o AFR, a estratégia prevê o aumento das exportações de produtos lácteos de maior valor agregado, leite fresco e linhas especializadas de iogurte processadas em unidades industriais na Austrália, com destino a países como Indonésia, Vietnã, Singapura e Filipinas. A aproximação geográfica e os canais comerciais já estabelecidos com esses mercados são citados como vantagens competitivas para a operação australiana dentro do grupo.

A fala do CEO também reflete, segundo a reportagem, uma tendência mais ampla entre grandes processadores multinacionais: direcionar capital para categorias de consumo de maior margem e para a integração de cadeias de suprimento regionais.

Nesse sentido, Besnier reforçou que a manutenção de parcerias sólidas com famílias produtoras de leite na Austrália, somada a investimentos direcionados em infraestrutura de processamento, é considerada essencial para garantir resiliência operacional e defender espaço de mercado frente à concorrência global.

Ao encerrar sua análise sobre a região, a reportagem do AFR destaca que a estratégia de Besnier reforça a dupla importância da Austrália para a Lactalis: como mercado doméstico lucrativo e como ponte comercial para a Ásia.

Ancorando suas ambições de crescimento na Ásia-Pacífico em torno das operações australianas, a companhia busca assegurar crescimento de volume no longo prazo, melhorar a confiabilidade do fornecimento na porteira da fazenda e consolidar sua posição como a maior processadora de laticínios do mundo — um objetivo que, pelas próprias palavras do CEO, ainda depende de superar o Brasil na lista dos mercados mais importantes do grupo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por EDairy News En

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