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29 jul 2026
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🧀 Empresários de 13 laticínios do Rio Grande do Sul foram atrás de respostas para os mesmos gargalos que enfrentam em casa.
Uma comitiva gaúcha passou dias dentro de fábricas mineiras — e o que trouxe de lá pode mudar a rotina de pequenos laticínios
Uma comitiva gaúcha passou dias dentro de fábricas mineiras — e o que trouxe de lá pode mudar a rotina de pequenos laticínios.

Trinta dias de imersão dentro de fábricas de laticínios em Minas Gerais foi o que separou 28 empresários gaúchos de uma pergunta que ronda o setor há anos: dá para produzir com mais eficiência sem depender só de investimento pesado?

A resposta, segundo eles, começou a aparecer ao caminhar pelos corredores de indústrias mineiras e comparar, de perto, como cada uma resolve os mesmos problemas que os laticínios do Rio Grande do Sul enfrentam todos os dias.

A comitiva reúne representantes de 13 laticínios associados à Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil). A agenda técnica começou em 14 de julho e combina duas frentes: a participação no Minas Láctea 2026, em Juiz de Fora, e visitas presenciais a quatro indústrias lácteas mineiras.

Minas Gerais foi escolhido como destino por ser uma das principais referências nacionais na produção de leite e derivados. É lá que os produtores gaúchos encontram, lado a lado, tecnologias, equipamentos e modelos de gestão que raramente aparecem juntos em um único lugar de visita.

Dentro do evento, a programação passa pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, onde estão concentradas as atividades técnico-científicas do Minas Láctea, e pelo Fiemg Expo Center, espaço voltado às exposições comerciais e ao lançamento de novidades para a indústria.

Mas é nas visitas às quatro indústrias mineiras que a comparação se torna mais direta para quem trabalha na ponta da produção. Os empresários gaúchos acompanham de perto processos industriais, forma de organização das unidades produtivas e estratégias de gestão adotadas por essas empresas — desde métodos de produção e linhas de produtos até o uso de equipamentos.

É esse contraste entre realidades diferentes que, segundo a Apil, ajuda os pequenos e médios laticínios do Rio Grande do Sul a identificar o que pode ser adaptado à própria operação.

O presidente da Apil, Fernando Zimmermann, resume o objetivo da missão: aproximar os associados das principais inovações do setor, acompanhar tecnologias e tendências, absorver conhecimento e identificar oportunidades de melhoria, trazendo referências aplicáveis ao dia a dia das empresas, com ganhos de eficiência e competitividade.

Os desafios que motivam essa busca não são exclusivos de nenhuma região: disponibilidade de mão de obra, custos operacionais, carga tributária e a aquisição de equipamentos, ingredientes e insumos aparecem como pontos em comum entre os laticínios visitados e os associados da Apil.

Para Zimmermann, é justamente esse reconhecimento mútuo que dá valor à experiência: três dias de imersão no negócio, ao lado de pessoas que enfrentam problemas e dilemas parecidos, conhecendo máquinas, tecnologias e novas possibilidades — o que muda, segundo ele, a forma como cada empresário passa a olhar para o próprio negócio.

O intercâmbio não é uma novidade isolada. A Apil já havia promovido uma iniciativa semelhante em outra edição do Minas Láctea, e a experiência mostrou que o contato entre empresários rende resultados mesmo depois que a viagem termina.

A troca de informações entre os participantes mantém uma rede de relacionamento ativa, usada para compartilhar soluções, indicar fornecedores e esclarecer dúvidas sobre processos industririais — um benefício que se estende muito além dos dias de agenda técnica.

O Minas Láctea, considerado um dos principais eventos técnicos e comerciais do setor lácteo no Brasil, reúne produtores, pesquisadores, indústrias, fornecedores de equipamentos e profissionais de toda a cadeia do leite.

Para os laticínios gaúchos, participar dessa comitiva é parte de uma busca mais ampla: modernizar processos e reforçar a competitividade das pequenas e médias indústrias em um mercado que exige, cada vez mais, eficiência.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal do Agronegócio

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