ESPMEXENGBRAIND
14 maio 2026
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🐄 Diferente do leite convencional, o leite A2A2 contém apenas a proteína A2 e desperta curiosidade entre consumidores.
🌱 Fazenda em Rondonópolis investe em vacas A2A2 e acompanha o avanço de uma tendência ligada ao bem-estar digestivo.
🌱 Fazenda em Rondonópolis investe em vacas A2A2 e acompanha o avanço de uma tendência ligada ao bem-estar digestivo.

Tem gente que abandonou o leite por desconforto. E tem gente redescobrindo o hábito por causa do leite A2A2.

A tendência, que já circula em supermercados e pequenas produções artesanais, começa a ganhar espaço também no interior de Mato Grosso. Em uma propriedade rural de Rondonópolis, a produção desse tipo de leite virou aposta para atender consumidores que buscam uma digestão mais leve, sem abrir mão do sabor e do valor nutricional.

O diferencial do leite A2A2 não está na lactose, como muita gente imagina. O que muda é a proteína presente no leite. Enquanto o leite convencional pode conter as proteínas A1 e A2, o A2A2 possui apenas a caseína A2.

Segundo o médico veterinário Daniel França Mendonça, essa característica pode reduzir desconfortos digestivos em algumas pessoas.

“Ele produz menos o peptídeo BCM7, associado à má digestão. Por isso, algumas pessoas relatam menos gases, estufamento e desconforto”, explica.

Daniel reforça, porém, que o produto não é sem lactose nem possui menos calorias, cálcio ou proteínas. O perfil nutricional permanece semelhante ao do leite tradicional.

Na fazenda comandada pela produtora rural e veterinária Isis Scalotin de Oliveira, o trabalho começa pela seleção genética do rebanho. Hoje, cerca de 50 das 70 vacas da propriedade já foram identificadas como A2A2.

A produção gira em torno de 280 litros por dia e deve crescer nos próximos meses com novas vacas entrando em lactação. O manejo prioriza animais mantidos a pasto, com suplementação concentrada apenas para apoio produtivo.

“Queremos um leite o mais natural possível, com uma gordura melhor”, afirma Isis.

Para identificar os animais, a fazenda utiliza testes genéticos feitos a partir de pelos da cauda e também testes rápidos diretamente no leite. Segundo a produtora, o custo maior não está na produção em si, mas na seleção do rebanho.

Depois da ordenha, o leite segue para um pequeno laticínio familiar em Rondonópolis, onde é transformado em queijo frescal A2A2. O produto é distribuído para supermercados, padarias, frutarias e hotéis da região.

No laticínio, o leite passa por pasteurização antes de receber o coalho e virar queijo fresco. A produção atual chega a cerca de mil litros por semana.

Para Daniel e a esposa, Dryelle de Melo Neto, o mercado deve continuar crescendo à medida que consumidores procuram produtos considerados mais naturais e associados ao bem-estar digestivo.

Enquanto isso, o leite A2A2 deixa de ser apenas uma curiosidade técnica e começa a ocupar espaço nas conversas — e nas geladeiras.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de PP

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