ESPMEXENGBRAIND
14 maio 2026
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👩‍🌾 Entre filhos, ordenha e produção artesanal, duas mães do Nortão colocaram Mato Grosso entre os destaques da queijaria brasileira.
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❤️ Histórias que começaram dentro de casa transformaram tradição familiar em produtos premiados no principal concurso de queijos do país.

O queijo artesanal produzido no Nortão de Mato Grosso ganhou espaço entre os melhores do país — e por trás das medalhas de ouro estão histórias de maternidade, rotina no campo e negócios familiares que cresceram quase sem perceber.

Neste Dia das Mães, duas produtoras do interior mato-grossense chamaram atenção no 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado em São Paulo, ao transformar receitas feitas dentro de casa em produtos reconhecidos nacionalmente.

Em Paranaíta, Patrícia Roberta de Oliveira Assis viu um queijo criado quase como teste familiar virar um dos produtos mais procurados da agroindústria da família. Mineira de origem, ela cresceu ouvindo histórias da avó sobre a produção artesanal e trouxe essa tradição para Mato Grosso em 2011.

A produção começou de maneira simples, usando o leite da própria fazenda para complementar a renda da casa. Hoje, ao lado do marido e dos quatro filhos, Patrícia abastece mercados de Paranaíta, Nova Bandeirantes e Alta Floresta.

O queijo “Sesame”, vencedor da medalha de ouro, nasceu de uma experiência com gergelim durante a produção. O que parecia apenas uma brincadeira acabou se transformando em diferencial da marca.

“Eu nunca imaginei que um queijo que nasceu de uma brincadeira chegaria tão longe”, contou a produtora.

Além da agroindústria, Patrícia ainda divide o tempo com atividades na igreja e uma loja de roupas no município. Para ela, o prêmio representa o esforço coletivo da família.

Já em Nova Canaã do Norte, a trajetória de Maristela Rodrigues Cupertino também começou dentro de casa. Inspirada pelos queijos feitos pelos avós e pela mãe em Minas Gerais, ela decidiu iniciar a produção artesanal em Mato Grosso para reforçar a renda familiar.

O primeiro parceiro da produtora foi o filho mais velho, ainda criança na época. Segundo Maristela, as primeiras produções nasceram entre a rotina da ordenha e o aprendizado familiar no campo.

Hoje, a propriedade produz queijos feitos com leite de vaca, búfala e cabra. O “Queijo Baguete Defumado”, premiado com medalha de ouro no Mundial, colocou a produtora entre os destaques da queijaria artesanal brasileira.

Apesar do reconhecimento nacional, Maristela afirma que a maior recompensa continua sendo a reação dos consumidores ao provarem os produtos.

As duas histórias ajudam a mostrar um movimento cada vez mais forte no interior brasileiro: pequenos negócios familiares agregando valor à produção rural por meio da diferenciação, da identidade regional e da produção artesanal.

No fim, os queijos premiados carregam mais do que técnica ou receita. Levam junto a rotina da fazenda, a participação dos filhos e tradições familiares que atravessaram gerações até chegar às mesas de todo o país.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Nativa News

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