A malnutrição em idosos afeta 1 em cada 3 pessoas dessa faixa etária, mas segue sendo um problema pouco reconhecido:
Muitas vezes é confundida com uma consequência natural do envelhecimento, quando na verdade pode indicar um quadro que exige atenção clínica. Perda de peso involuntária, queda na força física e uma energia cada vez mais escassa são sinais que, isolados, parecem banais — mas que juntos podem comprometer significativamente a saúde, a funcionalidade e a qualidade de vida de quem envelhece.
O detalhe é que quem primeiro percebe esses sinais raramente é o próprio idoso. É o filho que nota o prato menos cheio, o neto que percebe o avô mais cansado, o cuidador que acompanha o dia a dia de perto. Essa constatação está mudando a forma como a nutrição clínica se comunica com o público.
Carolina Andrade, brand manager de Fortimel — marca da Danone Nutricia —, explica que a categoria foi historicamente construída em torno de um público mais sênior e de contextos estritamente clínicos. Informar quem precisava de tratamento e apoiar a decisão médica bastava.
Numa sociedade que envelhece cada vez mais, porém, essa lógica já não é suficiente: gerar impacto real passa por chegar também a quem acompanha de perto o cotidiano dos familiares e pode identificar precocemente os sinais de fragilidade.
Na prática, isso significa reconhecer que filhos, netos e cuidadores não são apenas espectadores de um processo que diz respeito a outra pessoa. Eles ocupam, segundo Andrade, uma posição privilegiada para notar o que muda no corpo e no ânimo de quem envelhece — e para incentivar a busca por acompanhamento especializado antes que o quadro se agrave.
O desafio, então, deixou de ser apenas comunicar com rigor e credibilidade, atributos que qualquer marca de saúde precisa sustentar. Passou a incluir aproximar um tema como a malnutrição associada à doença e ao envelhecimento de pessoas que não são afetadas diretamente, mas que podem ser decisivas para identificá-la e acompanhá-la.
Essa mudança de foco também levou a marca a repensar onde e como conversa com essas novas gerações. Se filhos, netos e cuidadores buscam hoje informação, inspiração e recomendações em espaços próprios, faz sentido — segundo Andrade — desenvolver campanhas de sensibilização que os envolvam diretamente, já que compartilham com a marca a missão de promover cuidado, bem-estar e qualidade de vida de quem lhes é próximo.
Mais do que simples amplificadores de uma mensagem institucional, esses cuidadores podem se tornar embaixadores da causa. É a proximidade e a autenticidade que caracterizam esse vínculo que ajudam a trazer para o espaço público um tema que nem sempre entra nas conversas do dia a dia — contribuindo para que mais pessoas fiquem atentas a sinais de risco e procurem orientação profissional quando necessário.
Para Andrade, o verdadeiro potencial da comunicação em saúde não está apenas em informar, mas em tocar as pessoas e gerar ação. Quando filhos, netos ou cuidadores passam a prestar atenção a desafios que podem afetar a saúde de quem amam, o resultado são decisões mais informadas, intervenções mais precoces e um envelhecimento com mais qualidade de vida.
É esse propósito que a executiva descreve como o fio condutor de Fortimel: ir além de responder a necessidades nutricionais específicas e assumir um papel educativo, de sensibilização, sobre o lugar da nutrição ao longo do envelhecimento. Porque, como resume Andrade, o desafio não é apenas viver mais anos — é garantir que esses anos venham acompanhados de mais qualidade, mais autonomia e mais momentos ao lado de quem importa.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Marketeer






