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24 abr 2026
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📈 Alta desde fevereiro reflete ajuste entre oferta e demanda, mas valores ainda não recompõem perdas dos produtores
📊 Produção elevada pressionou preços; reação é gradual e depende do equilíbrio de mercado em 2026
📊 Produção elevada pressionou preços; reação é gradual e depende do equilíbrio de mercado em 2026.

O preço do leite começou a reagir a partir de fevereiro de 2026, após um período de oito meses de queda provocado pelo aumento da oferta no país.

O movimento marca um ajuste entre produção e demanda, mas ainda não recompõe as perdas acumuladas ao longo de 2025.

O principal fator por trás da pressão baixista foi o crescimento da captação nacional. Em 2025, o Brasil registrou 27,5 bilhões de litros de leite, alta de 8,4% em relação ao ano anterior. Esse avanço ampliou a disponibilidade interna e reduziu os valores pagos ao produtor. A reação observada em 2026 indica um reequilíbrio gradual do mercado, após um período prolongado de excesso de oferta.

Esse ajuste não ocorre de forma homogênea. Em estados com produção elevada, como Santa Catarina, a recuperação tende a ser mais lenta caso o volume continue alto. O estado mantém posição relevante, com cerca de 13% da produção nacional e 3,5 bilhões de litros captados, ocupando o quarto lugar no ranking brasileiro.

No comércio exterior, o impacto sobre a oferta foi mais moderado. As exportações somaram 3,2 mil toneladas em março de 2026, estáveis em relação a fevereiro, mas 4% abaixo do mesmo período do ano anterior. Já as importações cresceram 30% na comparação com fevereiro e com março de 2025, totalizando 28,3 mil toneladas, com destaque para o leite em pó. Esse movimento reforça a pressão sobre a oferta interna, ainda que não seja o fator central da queda anterior.

Em Santa Catarina, o fluxo comercial manteve déficit em março, com importações de 639 toneladas superando exportações de 75,5 toneladas. O saldo negativo foi maior que o de fevereiro, embora cerca de 40% inferior ao registrado um ano antes.

No mercado interno, os preços começam a refletir a recomposição ao longo da cadeia. O valor de referência projetado para abril ficou próximo de R$ 2,33 por litro, enquanto o preço médio nos primeiros dias do mês atingiu R$ 2,35. Apesar da melhora em relação às mínimas do início do ano, o nível ainda está 17% abaixo do registrado em abril de 2025.

A reação também aparece nos derivados. Entre fevereiro e abril, produtos como leite UHT, muçarela e queijo prato registraram aumentos sucessivos no atacado, sinalizando transmissão de preços ao longo da cadeia. O leite em pó apresentou menor volatilidade no período.

Do ponto de vista estrutural, a competitividade segue como ponto de atenção. A ampliação de mercados via exportações ainda encontra limitações, e a estratégia apontada passa por ganhos de eficiência produtiva, redução de custos e aumento de escala. Sistemas mais eficientes são colocados como elemento central para sustentar competitividade sem depender exclusivamente de fatores externos.

O cenário atual indica mudança de direção, mas não de patamar. A recuperação do preço do leite está em curso, porém condicionada ao equilíbrio entre oferta e demanda ao longo de 2026.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de NSC Total

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