ESPMEXENGBRAIND
10 set 2026
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🔎 Uma nova movimentação mudou o equilíbrio da disputa e colocou dois grandes grupos diante de uma decisão que ainda depende da Justiça.
💰 Uma nova oferta alterou os valores sobre a mesa e deixou em aberto quem poderá assumir um dos negócios ligados à antiga estrutura da SanCor.
💰 Uma nova oferta alterou os valores sobre a mesa e deixou em aberto quem poderá assumir um dos negócios ligados à antiga estrutura da SanCor.

A SanCor voltou ao centro de uma disputa empresarial depois que a Vicentin elevou sua proposta pela unidade produtiva da Alimentos Refrigerados S.A. (ARSA), enquanto a Adecoagro avalia uma operação própria.

A Vicentin passou a oferecer US$ 3,5 milhões pela totalidade da unidade produtiva da empresa, aumentando em US$ 1 milhão sua proposta inicial. O movimento colocou a agroexportadora à frente do valor que a Adecoagro havia sinalizado estar disposta a pagar.

A diferença, neste momento, é que os dois movimentos não têm o mesmo grau de formalização. A Vicentin apresentou uma nova proposta, enquanto a Adecoagro ainda não formalizou sua oferta, embora tenha indicado que poderia desembolsar US$ 3 milhões.

O interesse da Adecoagro surgiu depois que a empresa solicitou autorização judicial, em agosto, para visitar as plantas da ARSA e analisar uma eventual aquisição de 100% da companhia.

O que está em disputa não é apenas capacidade industrial. A ARSA reúne as plantas de Monte Cristo, em Córdoba, e Arenaza, em Buenos Aires, além de marcas como Yogs, Shimy, Sancorito, Sublime, Vida, Primeros Sabores e Lechelita.

Esse conjunto tem origem no antigo negócio da SanCor. Durante anos, as instalações produziram yogurtes, flans e sobremesas que fizeram parte do portfólio da cooperativa.

A unidade de Arenaza chegou a produzir cerca de 42 mil toneladas anuais de yogurtes, sobremesas, leites e queijos, segundo as informações publicadas.

Uma disputa que ainda não terminou

A proposta da Vicentin prevê a aquisição da unidade completa, com pagamento à vista dentro de 20 dias úteis após a aprovação da adjudicação.

A empresa também é o principal credor da ARSA e defende a manutenção das plantas, marcas e demais ativos em uma única operação como forma de preservar o valor do negócio.

A Adecoagro, por sua vez, poderia participar da operação por meio da L3N S.A., sociedade criada em 2019 para atuar na produção e comercialização de lácteos.

A L3N foi criada para incorporar ativos que pertenciam à SanCor, entre eles as marcas Las Tres Niñas, Angelita e Apóstoles.

O grupo também havia demonstrado interesse pelos próprios ativos da SanCor neste ano, mas o processo de venda acabou interrompido por uma decisão judicial.

Agora, o foco está na ARSA. Mas, enquanto a Vicentin já elevou sua proposta para US$ 3,5 milhões, a intenção da Adecoagro ainda precisa se transformar em uma oferta formal.

O próximo movimento depende da Justiça

A ARSA enfrentava dificuldades financeiras desde o fim de 2023, entrou posteriormente em concurso preventivo e teve a falência decretada pela Justiça em novembro de 2025.

Por isso, a disputa entre os grupos não se resolve apenas pela comparação entre os valores apresentados.

A nova oferta da Vicentin mudou a posição relativa dos interessados, mas o destino da operação continua condicionado ao processo judicial.

Para os ativos associados à antiga estrutura da SanCor, abre-se assim mais um capítulo: de um lado, a Vicentin reforça sua aposta; de outro, a Adecoagro mantém o interesse, ainda sem apresentar formalmente sua proposta.

*Produzido pela eDairyNews Br, com informações publicadas por eDairyNews Español

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