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20 ago 2026
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🥛 Um produto que virou hábito diário para milhões de pessoas no mundo — e a história começou no ABC paulista.
Atsushi Nemoto: presidente da Yakult (Foto: Divulgação)
Atsushi Nemoto: presidente da Yakult (Foto: Divulgação)

Yakult | Todos os dias, mais de 38 milhões de pessoas ao redor do mundo consomem o mesmo leite fermentado.

O número, revelado pelo presidente da Yakult do Brasil, Atsushi Nemoto, em entrevista à Folha, ajuda a explicar por que o produto criado pelo pesquisador japonês Minoru Shirota em 1935 se tornou um dos hábitos alimentares mais consistentes da indústria láctea global — e por que o Brasil ocupa um lugar particular nessa história.

O elo entre o consumidor brasileiro e o Leite Fermentado Yakult começou em 1966, quando os primeiros executivos da companhia desembarcaram no país. Segundo Nemoto, a chegada foi incentivada pelo próprio governo brasileiro da época, preocupado com a saúde intestinal da população, especialmente das crianças.

O Brasil, além disso, reunia a maior população de origem japonesa fora do Japão, um fator que também pesou na decisão. Dois anos depois, em outubro de 1968, o produto começou a ser fabricado e vendido no país, a partir de uma planta instalada em São Bernardo do Campo.

A escolha da cidade não foi arbitrária: a região oferecia água de qualidade elevada e acesso facilitado à Via Anchieta, o que garantia logística eficiente para a distribuição. A fábrica ocupou apenas 3% da área de Mata Atlântica preservada no terreno — um espaço que, mesmo após o encerramento das operações, segue intocado e sob cuidado da empresa.

Com o crescimento da demanda por novos produtos e o aumento da produção do leite fermentado, a companhia decidiu, em 1999, inaugurar uma nova unidade em Lorena, no Vale do Paraíba, que reunia características semelhantes às de São Bernardo: proximidade com a Rodovia Presidente Dutra e água de boa qualidade.

Por mais de uma década, as duas fábricas operaram em paralelo, cada uma responsável por parte do portfólio. Esse cenário mudou em março de 2013, quando entrou em funcionamento uma nova planta industrial de cerca de 11 mil m² em Lorena, permitindo concentrar ali toda a produção — incluindo o leite fermentado Sofyl e os suplementos vitamínicos Taffman-EX e Hiline F — e levando à desativação definitiva da unidade paulista.

O que sustenta esse consumo diário, segundo Nemoto, é o Lactobacillus casei Shirota, o probiótico exclusivo presente no leite fermentado e associado à saúde do trato gastrointestinal.

Para acompanhar mudanças nos hábitos de consumo, a marca ampliou variações do produto original ao longo das décadas: o Yakult 40 com vitamina D, lançado em 2001 e relançado em nova fórmula em 2026; o Yakult 40 light, de 2016; e as versões de sabor, Yakult Pêssego (2025) e Yakult Morango (2026). O restante do portfólio inclui o Suco de Maçã Yakult, a bebida à base de soja Tonyu e a bebida láctea fermentada Yodel.

Por trás de cada lançamento está o Instituto Central Yakult, em Tóquio, responsável pelas pesquisas científicas que orientam o desenvolvimento de novos produtos dentro do grupo em nível global. Para Nemoto, é esse trabalho contínuo — aliado à comprovação científica dos benefícios do probiótico para a saúde intestinal — que explica a permanência do produto na rotina de consumidores de diferentes gerações, do Brasil ao resto do mundo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por FOLHA DO ABC

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