Sancor entra em venda com base de US$ 52 milhões e coloca ativos industriais e marcas no centro da disputa.
A venda da Sancor após a decretação de sua falência abre uma nova etapa para os ativos da cooperativa e oferece ao mercado uma referência concreta sobre como sua estrutura está sendo avaliada. A Justiça autorizou uma licitação pública com valor mínimo de US$ 52,1 milhões, reunindo seis unidades industriais e o conjunto de marcas e ativos intangíveis da empresa.
O processo foi estruturado para preservar o valor econômico da companhia e buscar a continuidade dos postos de trabalho. Mais do que uma simples liquidação de ativos, a modelagem adotada cria diferentes caminhos para potenciais interessados e amplia as possibilidades de aproveitamento da estrutura existente.
A operação será organizada em sete lotes. Seis deles correspondem às plantas industriais localizadas nas províncias de Santa Fe e Córdoba. O sétimo lote reúne as marcas e demais ativos intangíveis da empresa.
A avaliação judicial atribuiu US$ 27,4 milhões ao conjunto das unidades produtivas. Já o pacote de marcas e ativos intangíveis recebeu valuation de US$ 24,7 milhões. A proximidade entre os dois valores destaca o peso atribuído aos ativos não físicos dentro do processo de venda.
Entre as plantas ofertadas, a unidade de Devoto apresenta a maior avaliação individual, com US$ 7 milhões. Em seguida aparece a planta de Sunchales, cujo valor foi reduzido em 20% após o incêndio registrado em 7 de junho. As demais unidades localizadas em Gálvez, La Carlota, Balnearia e San Guillermo completam a oferta, com avaliações que variam entre US$ 2,5 milhões e US$ 5,5 milhões.
Um dos aspectos mais relevantes do processo é a flexibilidade concedida aos interessados. As propostas poderão contemplar unidades isoladas, combinações de ativos ou a aquisição integral do negócio. Essa estrutura amplia o universo potencial de participantes e permite diferentes estratégias de investimento sobre os ativos colocados no mercado.
Ao mesmo tempo, o processo estabelece critérios que vão além do valor financeiro ofertado. Segundo a decisão judicial, a maior proposta econômica não garante automaticamente a adjudicação. Os antecedentes dos interessados e os planos apresentados para manutenção das atividades também serão considerados durante a análise.
Para participar da licitação, os interessados deverão adquirir um pliego no valor de US$ 10 mil e apresentar uma garantia correspondente a 10% da oferta realizada.
A combinação entre ativos industriais, marcas e critérios voltados à continuidade operacional transforma a venda da Sancor em um processo que ultrapassa a simples alienação patrimonial. O resultado da licitação definirá não apenas o destino dos ativos, mas também a forma como essa estrutura produtiva poderá seguir operando sob novos controladores.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por La Voz






