ESPMEXENGBRAIND
17 set 2026
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🥛 Um dirigente do setor garante: no Sudoeste do Paraná, quem produz leite não precisa se preocupar em vender. Entenda por quê.
📈 De 600 mil litros a 1 milhão por dia: a meta que pode redesenhar o mapa leiteiro do Paraná.
📈 De 600 mil litros a 1 milhão por dia: a meta que pode redesenhar o mapa leiteiro do Paraná.

Enquanto o Norte do Paraná redireciona suas terras para a soja e suas indústrias de laticínios já buscam leite fora do estado, em Santa Catarina, o Sudoeste paranaense caminha na direção oposta: produz mais, cresce mais rápido e já sonha em assumir a liderança estadual da produção de leite.

Hoje a região é a quarta maior bacia leiteira do Paraná, com uma produção diária de cerca de 600 mil litros. A meta declarada é ambiciosa: chegar a 1 milhão de litros por dia e, com isso, se tornar a primeira colocada do estado. O diagnóstico parte de dr. Aryzone Mendes de Araújo, presidente do Núcleo de Gado Jersey, diretor de Assuntos Comunitários da Aciafb (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Francisco Beltrão), presidente do Conselho Municipal de Sanidade Animal e presidente do Sindicato Rural de Francisco Beltrão. Ele apresentou o cenário em entrevista à imprensa, ao lado dos empresários Edgar Behne, vice-presidente da Aciafb, e Névio Úrio, do Cesul.

A base produtiva já existe: são 24 produtores médios de leite e cerca de 45 pequenos na região, com expectativa de crescimento contínuo. Segundo Aryzone, todos os municípios do Sudoeste registram produção ascendente — um movimento que ele descreve como “uma competição saudável” entre eles. Para sustentar essa expansão, há ainda uma linha de crédito específica do Banco do Brasil voltada a financiar toda a cadeia produtiva do leite.

O contraste com o Norte do estado ajuda a explicar a confiança do dirigente na frase que resume seu diagnóstico: no Sudoeste, “quem produzir leite, está com o leite vendido”. Segundo ele, a região Norte esgotou sua expansão leiteira porque as prioridades ali passaram a se concentrar em outras culturas, como a soja — a ponto de empresas de laticínios nortistas já buscarem leite em Santa Catarina para suprir sua demanda.

Há também uma frente ligada à formação de preços. Aryzone é o único representante do Sudoeste no Conseleite, entidade estadual que reúne dirigentes da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e do Sindileite (Sindicato das Indústrias de Leite). Por meio dessa articulação, conseguiu incluir Francisco Beltrão no calendário de simpósios que a entidade realizará em fevereiro em diversas cidades paranaenses, para apresentar sua política de preço mínimo do leite.

Desde o fim do ano passado, Faep e Sindileite contrataram a UFPR (Universidade Federal do Paraná) para estudar a questão leiteira e estabelecer um preço referencial, calculado a partir da análise de 14 itens. O simpósio em Francisco Beltrão está marcado para o dia 18 de fevereiro, uma terça-feira, com local ainda não totalmente confirmado — a expectativa é de que ocorra no Espaço da Arte. Outras cidades do Paraná, como Ponta Grossa, Guarapuava, Maringá e Ivaiporã, também integram a agenda estadual de apresentações do Conseleite.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por  Jornal de Beltrão

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