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18 set 2026
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Entre abril e junho, os laticínios e demais estabelecimentos sob inspeção adquiriram 2,191 milhões de litros de leite cru no Acre, contra 2,627 milhões de litros no segundo trimestre de 2025.
aquisição
Levantamento mostra que redução foi de aproximadamente 436 mil litros em um ano no Acre.

A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária caiu 16,6% no Acre no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o resultado nacional apresentou crescimento de 1%.

Os dados são da Pesquisa Trimestral do Leite, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e apontam para uma retração da entrada de matéria-prima na indústria acreana.

Entre abril e junho, os laticínios e demais estabelecimentos sob inspeção adquiriram 2,191 milhões de litros de leite cru no Acre, contra 2,627 milhões de litros no segundo trimestre de 2025. A redução foi de aproximadamente 436 mil litros em um ano. O volume industrializado acompanhou exatamente o movimento, também com queda de 16,6%, passando de 2,627 milhões para 2,191 milhões de litros.

No Brasil, o comportamento foi diferente. A aquisição de leite cru aumentou de 6,549 bilhões para 6,614 bilhões de litros, alta de 1% na comparação anual. O resultado acreano também contrasta com o desempenho de estados como Paraná, que teve crescimento de 4,9%, Santa Catarina, com 2,2%, e Rio Grande do Sul, com 5,4%.

Menor chegada de leite à indústria

Para o professor doutor Eduardo Mitke, referência na medicina veterinária com atuação voltada à pecuária leiteira do Acre e um dos pioneiros do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Acre (Ufac), é importante diferenciar os conceitos utilizados pelo levantamento.

“Aquisição é o que chega na indústria. Industrialização é o que a indústria realmente industrializa”, explica.

Segundo ele, os números indicam que a indústria acreana efetivamente está recebendo menos leite. Entre os fatores apontados estão problemas na relação entre produtores e laticínios, diferenças de preços e questões relacionadas à qualidade do produto entregue.

“De um ano para o outro, a indústria daqui tem recebido menos produto mesmo. Por diversos motivos: alguns dos laticínios locais atrasam pagamento; preço: no Acre, como não há fiscalização, vender de forma clandestina tem valores mais elevados; e qualidade da matéria-prima ruim, que não passa na avaliação da plataforma dos laticínios”, afirma Mitke.

A avaliação ajuda a contextualizar a queda registrada pelo IBGE: o indicador não representa necessariamente toda a produção de leite existente no estado, mas o volume adquirido por estabelecimentos que participam da pesquisa e estão submetidos a algum tipo de inspeção sanitária. O próprio IBGE ressalta que os dados de 2026 são preliminares.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal Acre

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