ESPMEXENGBRAIND
6 ago 2026
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🥛 Depois de mais de um ano de negociações, duas multinacionais uniram forças no setor de laticínios argentino — e o acordo já tem novo nome.
🧀 Uma disputa bilionária que quase foi parar na Justiça terminou com a criação de um novo gigante lácteo na Argentina.
🧀 Uma disputa bilionária que quase foi parar na Justiça terminou com a criação de um novo gigante lácteo na Argentina.

A indústria láctea argentina tem, a partir de agora, um novo protagonista. Arcor e Danone formalizaram a unificação de seus negócios lácteos no país sob uma nova denominação, La Serenísima Unida, colocando fim a uma sociedade que, historicamente, funcionava de forma dividida entre as duas companhias.

O movimento se soma a um cenário que já vinha pressionando o setor: queda no consumo, aumento de custos e concorrência crescente de segundas marcas.

Esses fatores, segundo o comunicado enviado à Comissão Nacional de Valores (CNV) argentina, estão entre os que impulsionam processos de concentração como este — uma tendência que interessa de perto a toda a cadeia láctea da região, inclusive fora da Argentina, já que redesenha o mapa de players com escala para competir no mercado latino-americano.

Até esta unificação, a divisão de tarefas era clara: a Mastellone Hermanos concentrava a produção de leite, queijos e manteiga, enquanto a Danone Argentina administrava categorias como iogurtes, sobremesas e produtos refrigerados — muitas vezes compartilhando a própria marca La Serenísima.

Agora, as duas operações passam a responder a uma única estrutura, com o objetivo declarado de ganhar eficiência e controlar toda a cadeia de valor, da produção primária até a gôndola.

Na prática, a partir de 1º de agosto começou um processo de reorganização societária sob o modelo de cisão-fusão: Arcor e Bagley Argentina — sociedade conjunta de Arcor e Danone — transferem suas ações da Mastellone Hermanos para a nova entidade, que passa a ser a empresa incorporadora do negócio.

O comando ficará com um conselho de administração de oito integrantes, dividido em partes iguais: quatro indicados pela Arcor e quatro pela Danone.

Chegar a este ponto não foi simples. O processo começou formalmente em abril de 2025, quando os sócios da Bagley decidiram exercer a opção de compra sobre o 51% das ações que ainda estavam nas mãos da família Mastellone e do fundo Dallpoint.

O principal obstáculo foi a avaliação da companhia: os vendedores pediam algo próximo a US$ 250 milhões, enquanto a oferta inicial dos compradores não passava de US$ 40 milhões. O contrato, sob jurisdição espanhola, chegou a correr risco de judicialização antes que as partes fechassem um acordo no final de março deste ano — o valor final não foi divulgado oficialmente.

Para Alfredo Pagani, presidente do Grupo Arcor, a aliança vai permitir alavancar a capacidade comercial, as operações, os processos e as melhores práticas das duas empresas, acelerando o crescimento por meio de uma estratégia unificada de desenvolvimento de produtos.

Já Antoine de Saint-Affrique, CEO global da Danone, destacou a satisfação em levar a aliança de longo prazo com o Grupo Arcor a um novo patamar, reforçando o compromisso com o mercado argentino e com a América Latina.

A operação contou com assessoria do JP Morgan e do escritório Bruchou pelo lado da Arcor, e de F&G Finanzas & Gestión, Centerview Partners e do escritório Marval pelo lado da Danone.

O desfecho também marca um capítulo simbólico: encerra quase um século de controle da família fundadora sobre a Mastellone Hermanos, empresa criada em 1929.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por LA NACION

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