ESPMEXENGBRAIND
3 ago 2026
ESPMEXENGBRAIND
3 ago 2026
Uma cidade da China concentra dois gigantes do setor lácteo mundial e movimenta bilhões.
China laticínios
Prêmios internacionais reconhecem avanços científicos inéditos no leite chinês; veja o que motivou a decisão 🧬

Uma cidade do norte da China concentra hoje dois dos dez maiores produtores de laticínios do mundo.

Um fato que, somado a um faturamento setorial que passou de 300 bilhões de yuans (US$ 44,2 bilhões) em 2025, ajuda a explicar por que Hohhot acaba de receber o título de capital mundial dos laticínios, concedido pela União Internacional de Ciência e Tecnologia de Alimentos (IUFoST).

O reconhecimento, anunciado no último sábado, não é o primeiro para a capital da Região Autônoma da Mongólia Interior. Em 2005, a cidade já havia sido condecorada como “Capital dos Laticínios da China”, e em 2023 recebeu o título de “Capital Mundial da Ciência e Tecnologia dos Laticínios”. A sequência de reconhecimentos acompanha um histórico de investimento em pesquisa aplicada à produção leiteira.

Foi justamente esse eixo científico o destacado por Pavinee Chinachoti, presidente eleita da IUFoST, durante seu discurso na Conferência Mundial da Indústria Láctea de 2026, realizada na própria Hohhot. Segundo ela, a articulação entre centros de pesquisa e empresas do setor permitiu à cidade avançar em processos como o processamento de alta eficiência da proteína hidrolisada de soro de leite e em métodos ecológicos de extração de beta-caseína.

Esse trabalho conjunto entre ciência e indústria também se reflete na produção primária: tanto a escala das grandes fazendas leiteiras da região quanto a qualidade do leite cru produzido ali já figuram entre as melhores do mundo, de acordo com a apresentação feita na conferência.

O prefeito de Hohhot, He Haidong, aproveitou o evento para apresentar propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia láctea em escala global, com foco em tornar o setor mais ecológico, inteligente, inclusivo, aberto e seguro.

O panorama internacional também entrou no debate. Laurence Rycken, diretora-geral da Federação Internacional de Laticínios, afirmou que a indústria global está deixando para trás uma fase de expansão acelerada para entrar em uma etapa de desenvolvimento voltada à qualidade — um movimento que traz desafios como mudanças climáticas, restrições de recursos e interrupções nas cadeias de suprimentos.

Ao mesmo tempo, segundo Rycken, esse novo momento abre espaço para oportunidades ligadas à inovação tecnológica, à digitalização e à integração industrial. A executiva citou a China como um dos mercados mais relevantes do mundo lácteo, destacando avanços recentes do país em inovação tecnológica, qualidade de produtos, modernização industrial e sustentabilidade.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Brasil 247

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta