A fabricante alemã de equipamentos para as indústrias de alimentos e farmacêutica está colhendo os frutos de um apetite crescente por tecnologia dentro da cadeia produtiva de laticínios.
A GEA Group informou nesta segunda-feira que sua carteira de pedidos do segundo trimestre de 2026 chegou a € 1,50 bilhão, valor que não só superou a média de consenso dos analistas, de € 1,41 bilhão, como também ficou acima da estimativa mais otimista do mercado, de € 1,48 bilhão.
A companhia atribuiu esse resultado à demanda especialmente forte em três frentes ligadas diretamente ao leite: pecuária leiteira, processamento de laticínios e indústria alimentícia. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a carteira somava € 1,31 bilhão, o avanço foi de 14,2%, com crescimento orgânico de 15,4%.
O impulso não ficou restrito aos pedidos futuros. A receita do trimestre também superou as projeções, somando € 1,44 bilhão ante uma média de consenso de € 1,38 bilhão – um crescimento de 10% frente ao ano anterior. O crescimento orgânico da receita chegou a 11%, quase o dobro da média esperada pelos analistas, de 6,3%, com as quatro divisões da empresa contribuindo para o avanço. Dentro desse total, a receita de serviços cresceu 8,5%, para € 570,6 milhões, e já representa 39,6% de tudo o que a companhia fatura.
A rentabilidade acompanhou o ritmo. O EBITDA antes de despesas de reestruturação somou € 250,6 milhões, 15,6% acima dos € 216,7 milhões do mesmo trimestre de 2025, superando também o consenso de € 232,7 milhões. A margem correspondente subiu para 17,4%, dentro da faixa projetada pelo mercado e acima da média esperada de 16,9%.
O fluxo de caixa livre saltou de € 38,0 milhões para € 151,1 milhões – o melhor resultado da empresa para um segundo trimestre desde 2020 – e a posição financeira passou de uma dívida líquida de € 59,8 milhões, um ano atrás, para uma liquidez líquida de € 70,9 milhões em 30 de junho de 2026. O retorno sobre o capital empregado (ROCE) avançou de 35,3% para 36,8%.
No acumulado do primeiro semestre, a carteira de pedidos cresceu 8,3%, para € 2,95 bilhões, e a receita avançou 5,7%, para € 2,72 bilhões, com crescimento orgânico de 8,2%.
Diante desse desempenho, a GEA revisou para cima suas projeções para o ano inteiro de 2026. A expectativa de crescimento orgânico da receita passou de uma faixa de 5% a 7% para 6% a 8%. A margem EBITDA projetada, antes de despesas de reestruturação, subiu de 16,6%-16,9% para 17%-17,4%, e a meta de ROCE foi elevada de 34%-38% para 36%-40%.
A confiança no negócio também se refletiu em capital: no início de agosto, o conselho executivo da GEA aprovou um programa de recompra de ações de até € 500 milhões, com uma primeira parcela de até € 250 milhões a partir deste mês.
“Nosso segundo trimestre foi, mais uma vez, muito forte. Alcançamos crescimento de dois dígitos tanto na carteira de pedidos quanto na receita, acompanhado de maior rentabilidade. No ambiente atual, pouquíssimas empresas de tecnologia industrial conseguem atingir esse resultado”, resumiu o CEO Stefan Klebert.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Investing.com






