Quando o assunto é alimentação, o Google funciona como um termômetro dos hábitos da população.
E, segundo um levantamento da Maximum Boxing sobre as buscas feitas por brasileiros nos últimos 12 meses, a vitamina B12 ocupa a segunda posição entre os nutrientes mais pesquisados, com 207 mil buscas — atrás apenas das fibras, que somaram 247 mil pesquisas.
O dado chama atenção porque a B12 está presente principalmente em alimentos de origem animal, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados. Ou seja, entre os quatro itens que concentram 70% de todas as buscas por nutrientes no país, o leite e seus derivados aparecem como fonte citada para o segundo colocado do ranking.
A proteína, terceiro nutriente mais buscado, com 149 mil pesquisas, também tem os laticínios entre suas fontes mencionadas, ao lado de carnes, ovos, peixes, feijão e outras leguminosas. Completam o grupo que soma a maior parte do interesse dos brasileiros o ferro, com 143 mil buscas, e as fibras, no topo do ranking.
De acordo com o levantamento, esses quatro primeiros nutrientes — fibra, vitamina B12, proteína e ferro — estão associados à busca por digestão, saciedade, energia, força muscular e disposição. Já os demais itens da lista, como vitamina D (117 mil), magnésio (81 mil), zinco (67 mil), potássio (55 mil), cálcio (48 mil) e vitamina A (36 mil), costumam estar ligados a sintomas mais específicos.
O interesse por proteína e B12 dialoga diretamente com outro dado do levantamento: entre os objetivos relacionados à alimentação, “alimentos para ganho de massa muscular” lidera as buscas, com 222 mil pesquisas — à frente inclusive de “alimentos para emagrecer”, que soma 112 mil.
Essa combinação — busca por massa muscular no topo dos objetivos, e proteína e B12 entre os nutrientes mais pesquisados — reforça a associação que os brasileiros fazem entre esses nutrientes, presentes no leite e seus derivados, e metas de desempenho físico.
O ranking de buscas por objetivo também traz “alimentos para anemia” (145 mil), “alimentos para baixar o colesterol” (128 mil), “alimentos para soltar o intestino” (87 mil), “alimentos para aumentar a imunidade” (100 mil), “alimentos para diarreia” (69 mil) e “alimentos para gastrite” (46 mil) — todos vinculados a nutrientes ou grupos alimentares que também constam na primeira parte do levantamento.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Rádio Itatiaia






