ESPMEXENGBRAIND
22 ago 2026
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⚡ Uma decisão na Dinamarca pode mudar o custo energético de quem processa soro de leite. Entenda o que motivou a troca.
Arla
🔋 Substituir gás por eletricidade parecia simples, mas os números por trás dessa mudança surpreendem.

A Arla Foods Ingredients, com sede em Aarhus, na Dinamarca, colocou € 8 milhões (US$ 9,3 milhões) em um novo sistema de aquecimento para sua unidade Danmark Protein, dedicada ao processamento de soro de leite.

A planta, localizada em Videbæk, transforma o soro em uma variedade de ingredientes e produtos proteicos, e a mudança tecnológica recém-implementada já está em operação.

No centro do investimento está a substituição de um aquecedor a gás em uma das torres da fábrica. No lugar do sistema anterior, a unidade agora pode alternar entre o vapor já gerado pelo sistema de aquecimento existente e um novo aquecedor elétrico. Segundo cálculos apresentados pela própria empresa, essa torre passará a operar exclusivamente com eletricidade renovável em 23% do tempo.

O impacto ambiental estimado é significativo: a atualização do equipamento deve gerar uma economia anual de aproximadamente 2.500 toneladas de emissões de CO2 — volume equivalente ao consumo de aquecimento de mais de 900 residências que utilizam gás natural.

Para o diretor da planta Danmark Protein, Bøgh Pedersen, o projeto reúne benefícios que vão além do meio ambiente. “Este é um daqueles investimentos em que melhoramos simultaneamente a confiabilidade operacional, fortalecemos a segurança do abastecimento e reduzimos nosso impacto climático”, afirmou. Pedersen destacou ainda que a magnitude da redução alcançada através de uma única solução mostra o potencial da eletrificação da produção.

A empresa também associa a estratégia de sustentabilidade a uma vantagem econômica direta, ligada à necessidade de flexibilidade no consumo dentro da rede elétrica dinamarquesa. De acordo com a Arla Foods Ingredients, o novo sistema permite usar eletricidade nos momentos em que a energia eólica e solar derrubam os preços, e reduzir o consumo quando a relação entre oferta e demanda os eleva.

O projeto na primeira torre já está concluído e em funcionamento, mas não é o único. A companhia informou que um projeto semelhante está sendo planejado para uma segunda torre da mesma planta, que também terá seu sistema de aquecimento a gás substituído por uma combinação de vapor e eletricidade.

Quando as duas intervenções estiverem finalizadas, a Arla Foods Ingredients estima uma redução de emissões de até 5.200 toneladas de CO2 por ano.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Processing

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