ESPMEXENGBRAIND
11 jun 2026
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🌎 O comércio regional perdeu intensidade em 2025, mas segue exercendo papel importante na oferta e na formação de preços do mercado lácteo.
📈 A presença dos lácteos do Mercosul continua relevante para o abastecimento brasileiro, especialmente por meio do leite em pó importado.
📈 A presença dos lácteos do Mercosul continua relevante para o abastecimento brasileiro, especialmente por meio do leite em pó importado.

A disponibilidade de lácteos no Brasil continua sendo determinada principalmente pela produção nacional, mas os volumes importados seguem exercendo influência relevante sobre a oferta e a dinâmica de preços do mercado.

Em 2025, mesmo com redução em relação ao ano anterior, as compras externas permaneceram em níveis historicamente elevados, reforçando o peso dos países do Mercosul na composição do abastecimento interno.

As importações totalizaram cerca de 2,148 bilhões de litros de leite equivalentes ao longo do ano, volume correspondente a quase 8% de todo o leite inspecionado no país. Embora inferior ao registrado em 2024, o resultado mostra que o comércio internacional continua sendo um componente importante da disponibilidade interna de lácteos. As exportações, por outro lado, permaneceram pouco representativas na estrutura do setor.

Para a cadeia láctea brasileira, o aspecto mais relevante não está apenas no volume importado, mas na origem e na composição dessas compras. O leite em pó integral permaneceu como principal produto da pauta de importação, respondendo por aproximadamente metade do volume adquirido pelo Brasil em 2025. Somado ao leite em pó desnatado e à muçarela, forma o núcleo das importações que abastecem o mercado nacional.

Nesse contexto, a Argentina mantém posição central. O país respondeu por cerca de metade das importações brasileiras de leite em pó integral. Quando observados os países do Mercosul em conjunto, a participação alcança 95% desse fluxo comercial, evidenciando a forte concentração regional do abastecimento externo brasileiro.

Ao longo de 2025, a competitividade entre produto nacional e importado mudou. No início do ano, os preços pagos ao produtor brasileiro estavam em patamar superior ao do período anterior, ampliando a atratividade das compras externas.

Com o passar dos meses, porém, o produto nacional recuperou competitividade, contribuindo para a redução do volume importado em relação a 2024. Ainda assim, os embarques permaneceram acima da média observada entre 2021 e 2023 durante todos os meses do ano.

Para a indústria, cooperativas e produtores, esse cenário reforça uma realidade importante: a formação de preços não depende apenas do equilíbrio entre oferta e demanda domésticas. Os fluxos comerciais do Mercosul continuam influenciando a disponibilidade de produtos no mercado brasileiro e, consequentemente, o ambiente de comercialização.

Mesmo em um ano de desaceleração das importações, a presença de leite em pó e derivados provenientes principalmente da Argentina e dos demais parceiros do Mercosul manteve-se significativa.

Por isso, acompanhar a evolução desses fluxos permanece fundamental para compreender os movimentos de abastecimento e os sinais de preços do mercado lácteo brasileiro.

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