ESPMEXENGBRAIND
12 ago 2026
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12 ago 2026
📋 Reconhecida como a melhor gestora do setor leiteiro, ela revela hábitos simples que mudaram o clima da equipe.
pessoas
🐄 Ela cuida de 2.200 vacas e 11 funcionários todos os dias — e descobriu que um dos dois é mais difícil de liderar.

A gestão de pessoas costuma ser apontada como um dos maiores desafios da pecuária leiteira, muitas vezes mais complexa do que o próprio manejo dos animais.

É essa a experiência relatada por Lauren McConnachie, eleita Dairy Manager of the Year 2026 pela DairyNZ, entidade que representa o setor leiteiro na Nova Zelândia. Ela administra a Robindale Farm, em Canterbury, uma operação de 640 hectares que ordenha 2.200 vacas em dois galpões rotativos, com uma equipe de 11 pessoas sob sua responsabilidade.

Segundo relato publicado pela jornalista Shirley Macmillan, da Farmers Weekly, McConnachie resume sua trajetória de forma direta: as vacas são previsíveis e respondem bem a rotinas claras, mas desenvolver habilidades para liderar pessoas exige um tipo diferente de aprendizado — tão possível quanto necessário para manter uma operação leiteira lucrativa e com baixo nível de estresse.

Um dos pilares dessa gestão é a comunicação estruturada. Na Robindale Farm, o diálogo com a equipe não se limita a mensagens informais do dia a dia: há atualizações regulares em grupo, reuniões de segurança e saúde, e encontros específicos para reconhecer bons desempenhos, com reforço positivo explícito.

Quando algo sai do padrão esperado, a orientação de McConnachie é evitar reações emocionais ou repreensões — o caminho preferido é uma conversa objetiva, voltada para soluções.

A organização das escalas de trabalho aparece como outro fator central para a estabilidade da equipe. Rotinas de turno bem definidas garantem jornadas razoáveis mesmo em períodos de maior demanda, como a época de parição.

Na prática, isso significa alternar o sistema tradicional de duas ordenhas diárias para o modelo “3 em 2” — três ordenhas a cada dois dias — durante parte da temporada. Essa mudança reduz o desgaste físico dos funcionários, aumenta a satisfação com o trabalho e, segundo o relato, diminui diretamente os índices de rotatividade, um problema que costuma gerar custos elevados para as fazendas.

Outro ponto destacado é a diversidade de motivações dentro da equipe. Nem todos os funcionários buscam a mesma coisa: enquanto trabalhadores com perfil de carreira valorizam oportunidades de desenvolvimento técnico e crescimento profissional, os que ocupam posições sazonais ou temporárias tendem a priorizar salário estável e clareza nas tarefas do dia a dia.

Reconhecer essa diferença, segundo McConnachie, é essencial para manter o engajamento de cada perfil.

Pequenos gestos também fazem parte da estratégia. Dedicar poucos segundos para agradecer verbalmente uma iniciativa espontânea de um funcionário, ou participar pessoalmente da ordenha matinal ao lado da equipe, são práticas citadas como formas de manter contato direto com o time, reforçar a comunicação e fazer com que os funcionários se sintam valorizados.

No fundo, a reportagem reforça que inteligência emocional e autoconhecimento sustentam toda essa estrutura de liderança. Controlar reações em momentos de pressão, evitar gritos e decisões precipitadas são comportamentos que, segundo McConnachie, precisam ser trabalhados por proprietários e gestores tanto quanto qualquer habilidade técnica de manejo.

Tratar a equipe com o mesmo cuidado, consistência e respeito que se espera receber de volta é, para ela, o que sustenta um ambiente de trabalho positivo, retém talentos e garante resultados operacionais sustentáveis ao longo do tempo.

*Produzido pela eDairyNews Br, com informações publicadas por eDairy News En

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