ESPMEXENGBRAIND
10 jul 2026
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📦 A inovação permite que o processo de coagulação aconteça dentro da embalagem, criando um novo formato para comercialização de queijos.
Com processamento diferenciado, o primeiro queijo em caixinha busca agregar valor e ampliar as possibilidades da indústria de laticínios.
Com processamento diferenciado, o primeiro queijo em caixinha busca agregar valor e ampliar as possibilidades da indústria de laticínios.

O primeiro queijo em caixinha do Brasil acaba de chegar ao mercado, marcando uma inovação na forma de produzir e comercializar um dos derivados lácteos mais presentes na alimentação dos brasileiros.

Desenvolvido pela Embaré sob a marca Camponesa, o produto utiliza uma tecnologia de processamento que permite sua distribuição em embalagem cartonada.

O diferencial está no processo produtivo. Segundo a fonte, a coagulação do queijo acontece dentro da própria embalagem, após o envase, tornando viável um formato inédito para esse tipo de produto no país.

Mais do que uma mudança de embalagem, a novidade busca atender desafios da cadeia de comercialização. O novo sistema amplia o tempo de prateleira do queijo, contribuindo para reduzir perdas no varejo sem abrir mão da qualidade do produto. Ao mesmo tempo, posiciona o lançamento como um alimento de maior valor agregado.

A inovação surge em um mercado que ainda apresenta espaço para expansão. Dados citados pela Associação Brasileira da Indústria de Queijos (ABIQ) mostram que cada brasileiro consome cerca de 6 quilos de queijo por ano. O volume permanece abaixo do observado em países europeus, onde o consumo supera 20 quilos per capita, e também da média aproximada de 10 quilos anuais registrada em países vizinhos.

Ao mesmo tempo, o queijo mantém forte presença no hábito alimentar nacional. Segundo a Embrapa, apenas 3% dos brasileiros não consomem algum tipo de queijo. Essa ampla aceitação faz do produto um dos derivados do leite com maior presença na cesta de compras e cria espaço para novos formatos de apresentação.

A indústria também identifica oportunidades na diversificação do portfólio. A versatilidade do queijo permite seu consumo em diferentes ocasiões, seja como aperitivo, ingrediente culinário ou base para sobremesas. Além disso, cresce a demanda por produtos com diferentes perfis nutricionais, incluindo versões com menor teor de sal e gordura e alternativas capazes de atender novos hábitos de consumo.

Nesse contexto, tecnologias de processamento passam a desempenhar um papel estratégico. Além de permitir maior padronização da produção em escala industrial, elas viabilizam formatos capazes de agregar valor e ampliar as possibilidades de comercialização.

O lançamento do primeiro queijo em caixinha representa justamente esse movimento. Ao combinar processamento diferenciado e embalagem cartonada, a inovação amplia as alternativas para a indústria e demonstra que, mesmo em uma categoria tradicional, ainda há espaço para reinventar a forma como o produto chega ao consumidor.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Ciência do Leite

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