ESPMEXENGBRAIND
23 jun 2026
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🌱 Gir, Girolando e sistemas adaptados ao clima quente ganham espaço em países que buscam produzir mais.
📈 Exportações crescem enquanto a genética leiteira brasileira amplia presença em mercados tropicais.
📈 Exportações crescem enquanto a genética leiteira brasileira amplia presença em mercados tropicais.

A expansão da genética bovina brasileira no mercado internacional está revelando uma mudança importante no perfil da demanda.

Mais do que comprar embriões, sêmen ou animais, países africanos vêm buscando acesso ao modelo de produção tropical desenvolvido pelo Brasil para aumentar sua capacidade de produzir carne e leite.

O movimento já aparece no comércio exterior. Em 2025, as exportações brasileiras de gado vivo e material genético bovino para a África superaram US$ 392 milhões, consolidando o continente como uma das principais frentes de expansão para o setor.

Para a cadeia leiteira, o cenário chama atenção porque reforça o valor internacional de tecnologias desenvolvidas para ambientes tropicais. Segundo Luis Adriano Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), a genética brasileira vem ganhando reconhecimento em regiões que procuram sistemas produtivos adaptados ao clima quente e eficientes na produção a pasto.

Nesse contexto, o Gir ocupa posição de destaque nas exportações brasileiras de genética leiteira, respondendo por aproximadamente metade do volume embarcado pelo país. O Girolando também amplia sua presença internacional ao reunir produtividade leiteira e adaptação às condições tropicais.

Mas a demanda internacional não está concentrada apenas no material genético. Segundo Bento Mineiro, sócio-fundador da Zebuembryo, os países africanos procuram compreender como funciona toda a cadeia produtiva construída no Brasil ao longo das últimas décadas.

O interesse envolve genética zebuína, pastagens adaptadas, sistemas de manejo, sanidade animal e outras soluções voltadas à produção eficiente em regiões tropicais e subtropicais. Na prática, o que está sendo exportado é um pacote tecnológico que combina conhecimento, adaptação climática e produtividade.

Essa procura tem aumentado a presença de delegações africanas em eventos brasileiros ligados à pecuária. Representantes de governos, pesquisadores e empresários vêm visitando o país para conhecer tecnologias capazes de fortalecer a produção local de alimentos e reduzir a dependência de mercados externos.

A busca por segurança alimentar aparece como um dos principais motores desse processo. Segundo Bento Mineiro, os recentes desafios enfrentados pelas cadeias globais de abastecimento aumentaram a preocupação de diversos governos com a necessidade de ampliar a produção doméstica de proteína animal.

O avanço dos negócios já produz reflexos dentro das empresas brasileiras. A Zebuembryo anunciou investimentos para ampliar sua capacidade de produção de embriões e expandir a estrutura destinada à preparação de animais para exportação. A expectativa da empresa é aumentar significativamente sua capacidade produtiva nos próximos ciclos.

Ao mesmo tempo, a expansão internacional da genética bovina brasileira não se limita à África. Mercados do Sudeste Asiático também começam a demonstrar interesse por soluções desenvolvidas no Brasil para sistemas tropicais.

Para o setor lácteo brasileiro, a tendência sinaliza uma oportunidade que vai além da venda de genética. O reconhecimento internacional do modelo produtivo tropical fortalece a posição do país como fornecedor de tecnologia agropecuária e amplia o alcance de soluções construídas para produzir leite e carne em ambientes de clima quente.

O que cresce, portanto, não é apenas o mercado de genética. Cresce também o valor estratégico do conhecimento que sustenta a pecuária tropical brasileira.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por CNN Brasil e contribuições do artigo de Luis Adriano Teixeira, presidente da ASBIA, publicado pelo Capital News.

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