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9 maio 2026
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🧀 Especialista em microbiota afirma que o parmesão concentra creatina graças ao longo processo de maturação do queijo.
parmesão
🧀 Tim Spector explicou por que o parmesão possui níveis concentrados de creatina e virou tema entre nutricionistas e atletas.

A creatina no parmesão virou um dos temas mais curiosos da semana entre especialistas em alimentação, esportistas e amantes de queijo. E não foi por acaso.

O responsável pela discussão foi Tim Spector, que trouxe um olhar diferente para um produto tradicional que já ocupa espaço fixo nas cozinhas do mundo inteiro.

Em um vídeo recente, o professor do King’s College London afirmou que o parmesão é “uma das fontes mais ricas de creatina no mundo dos laticínios”. A declaração rapidamente ganhou repercussão porque a creatina costuma ser associada quase exclusivamente à carne vermelha, aves, peixes e suplementos esportivos.

Segundo Spector, o segredo está no próprio processo de fabricação do queijo. Durante a produção do parmesão, grande parte da água é removida. O resultado é uma concentração muito maior dos nutrientes naturalmente presentes no leite, incluindo proteínas, minerais e pequenas quantidades de creatina.

E o parmesão tem uma característica extra: a longa maturação. Quanto mais duro e envelhecido o queijo, maior tende a ser a concentração desses compostos. Isso ajuda a explicar por que o produto ganhou atenção entre consumidores interessados em desempenho físico, envelhecimento saudável e alimentação natural.

O especialista, porém, faz questão de colocar o tema em perspectiva. Uma dose comum de suplementação de creatina gira em torno de cinco gramas por dia. Para atingir esse volume apenas com parmesão, seria necessário consumir uma quantidade muito elevada do queijo, algo pouco compatível com uma dieta equilibrada.

Ainda assim, Spector defende que “tudo soma”. Em vez de buscar milagres nutricionais em um único alimento, o professor sugere valorizar produtos tradicionais, fermentados e menos ultraprocessados. Nesse contexto, o parmesão aparece mais como um complemento interessante do que como substituto da carne, do peixe ou da suplementação.

O debate também reacende uma tendência importante para a indústria de alimentos: consumidores cada vez mais atentos à densidade nutricional dos produtos e ao valor agregado de alimentos naturais e maturados. Queijos artesanais e ingredientes fermentados voltam a ganhar espaço não apenas pelo sabor, mas também pela percepção de funcionalidade.

No fim, o parmesão talvez não vire suplemento de academia. Mas conseguiu algo raro: colocar um queijo centenário no centro das conversas sobre nutrição moderna.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de AS.com

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