ESPMEXENGBRAIND
12 ago 2026
ESPMEXENGBRAIND
12 ago 2026
A nova Lei Agrícola dos EUA gera divisões, enquanto Argentina, Chile e Uruguai buscam novos destinos para seus produtos. Veja o movimento do mercado 🥛
Tensões legislativas nos EUA e dinamismo no Cone Sul marcam a agenda do setor lácteo global.
Tensões legislativas nos EUA e dinamismo no Cone Sul marcam a agenda do setor lácteo global.

O Comitê de Agricultura do Senado dos EUA avançou na revisão da Farm Bill 2026, o Agricultural Act of 2026, gerando um debate intenso sobre o futuro do sistema alimentar americano.

Enquanto a National Young Farmers Coalition celebra a inclusão de medidas como a criação do Escritório de Pequenas Granjas e a estruturação do programa Local Food Purchase Assistance (LFPA), o projeto enfrenta críticas severas.

Michelle A.T. Hughes, diretora executiva da coalizão, pontuou que, embora o pacote represente um passo adiante para produtores de pequena escala, a manutenção de um corte de US$ 187 bilhões no programa de assistência nutricional (SNAP) — que já retirou 4,7 milhões de pessoas do benefício — compromete o apoio ao setor.

Para legisladores como o senador Raphael Warnock, o impacto na segurança alimentar é “inconcebível”, enquanto o senador Ben Ray Luján classificou os cortes como “vergonhosos”. As discussões também giram em torno de lacunas na assistência técnica e riscos à posse de terra, especialmente após a expansão da Agricultural Foreign Investment Disclosure Act (AFIDA), que traz receios sobre sanções para agricultores subrepresentados.

O senador Chuck Grassley ressaltou a necessidade de foco na sucessão agrícola, alertando contra subsídios que favoreçam apenas grandes produtores em detrimento dos jovens agricultores.

Enquanto a política americana se concentra em ajustes estruturais domésticos, os dados mais recentes do SDT – Mercado Lácteo Sul-Americano (Relatório N° 105) revelam um quadro distinto de expansão exportadora.

Na Argentina, a segunda quinzena de maio de 2026 marcou um salto de 30,50% no volume exportado, atingindo 15.474,26 toneladas, acompanhado por uma diversificação geográfica que elevou o número de destinos de 25 para 31 mercados. O preço médio no país ficou em USD 3.783,82 por tonelada.

No Chile, o mesmo período foi marcado por uma recomposição de valor: o preço médio de exportação avançou 25,92%, alcançando USD 3.777,75 por tonelada, apesar de uma leve queda de 3,85% no volume (1.473 toneladas) e na redução de 10 para 8 mercados atendidos.

Por outro lado, o Uruguai registrou, na segunda quinzena de junho, uma contração de 28,23% no volume, totalizando 7.494,18 toneladas. No entanto, o preço médio teve uma alta de 3,19%, chegando a USD 3.667,01 por tonelada, com uma redução de destinos de 26 para 24.

A disparidade entre as estratégias de Washington e o dinamismo comercial do Cone Sul aponta para cenários globais divergentes. 

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta