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18 jul 2026
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👶 A alergia à proteína do leite costuma regredir em parte das crianças durante a primeira infância, porém cada organismo evolui em um ritmo diferente.
✅ Muitas crianças desenvolvem tolerância às proteínas do leite com o tempo, mas o processo exige exames e orientação especializada.
✅ Muitas crianças desenvolvem tolerância às proteínas do leite com o tempo, mas o processo exige exames e orientação especializada.

A alergia à proteína do leite (APLV) é uma das principais preocupações de famílias com bebês e crianças pequenas.

Embora o diagnóstico imponha restrições alimentares e acompanhamento contínuo, a evolução da condição pode ser positiva: muitas crianças desenvolvem tolerância às proteínas do leite durante a primeira infância, permitindo a reintrodução gradual do alimento quando há autorização médica.

Segundo a pediatra Dra. Ana Carolina Viégas, especialista em Pediatria e Terapia Intensiva Pediátrica, a maior parte das crianças com APLV deixa de apresentar a alergia à medida que o sistema imunológico amadurece. Esse processo faz parte da evolução natural da doença, embora aconteça em tempos diferentes para cada paciente.

A especialista ressalta que o organismo passa a responder de forma menos intensa às proteínas do leite, mas destaca que o acompanhamento médico permanece indispensável durante todo o tratamento, justamente porque não existe um prazo igual para todas as crianças.

A APLV é uma reação do sistema imunológico às proteínas presentes no leite de vaca, como a caseína e as proteínas do soro. A condição é mais frequente em bebês e crianças pequenas e pode provocar manifestações como manchas na pele, coceira, vômitos, diarreia, cólicas, sangue nas fezes e, nos casos mais graves, dificuldade para respirar.

O tratamento consiste na exclusão do leite de vaca e de seus derivados da alimentação, sempre com orientação médica e nutricional, para garantir que a criança continue recebendo os nutrientes necessários ao crescimento.

Outro ponto frequentemente confundido é a diferença entre APLV e intolerância à lactose. Conforme explica a pediatra Dra. Renata Castro, apesar de ambas estarem relacionadas ao consumo de leite, tratam-se de condições distintas.

Na APLV, ocorre uma reação do sistema imunológico contra as proteínas do leite, podendo causar sintomas digestivos, respiratórios e alterações na pele. Já a intolerância à lactose decorre da deficiência da enzima lactase, responsável pela digestão do açúcar do leite. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para evitar restrições alimentares inadequadas.

Mesmo quando os sintomas desaparecem, isso não significa automaticamente que a alergia foi superada. Antes de liberar novamente o consumo de leite e derivados, são realizados protocolos clínicos específicos para verificar se o organismo já tolera as proteínas do alimento.

A alergista e imunologista Dra. Brianna Nicoletti explica que essa confirmação depende de avaliação especializada e que a reintrodução nunca deve ser feita por iniciativa da família, principalmente quando a criança já apresentou reações importantes.

Segundo a médica, cada paciente responde de forma diferente ao tratamento e o tempo necessário para desenvolver tolerância pode variar significativamente. Por isso, o acompanhamento com pediatra, alergista e, quando necessário, nutricionista continua sendo a forma mais segura de definir o momento adequado para a reintrodução do leite na alimentação infantil.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Tudo EP

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